Nestlé compra empresa de tratamento de alergias por US$ 2 bilhões

A Nestlé estima que até 240 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de alergias alimentares, sendo a alergia a amendoim a mais comum

Silke Koltrowitz, da Reuters
31 de agosto de 2020 às 14:51

Nestlé: empresa pode investir em chocolate para alérgicos com nova aquisição 

Foto: Divulgação

A Nestlé vai pagar US$ 2 bilhões para comprar a Aimmune Therapeutics, empresa que fabrica um remédio para alergia a amendoim. O investimento faz parte do movimento da companhia suíça de expandir seus negócios de ciência e saúde. 

A Nestlé criou a Nestlé Health Science (NHS) em 2011 para abrir uma nova área de negócios que investe em alimentos e produtos farmacêuticos.

A empresa disse em comunicado que sua oferta pela Aimmune avalia a biofarmacêutica, com a qual trabalha desde 2016 e na qual já tem uma participação de cerca de 25,6%, a US$ 2,6 bilhões.

Leia também:
Nissei, Le Biscuit, Pague Menos: 'fila' de IPOs no país já tem 40 empresas
Nestlé vai aumentar em 40% investimentos no Brasil em 2020
China muda regra sobre exportação de tecnologia e pode complicar venda do TikTok

"A Aimmune tem US$ 261 milhões em caixa e US$ 134 milhões. Com nosso investimento anterior de US$ 473 milhões na Aimmune, estaremos fazendo um pagamento em dinheiro de pouco menos de US$ 2 bilhões", disse o chefe da NHS, Greg Behar, em entrevista à Reuters.

A Nestlé estima que até 240 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de alergias alimentares, sendo a alergia a amendoim a mais comum, e com a Aimmune, a NHS terá opções de prevenção, de diagnóstico e de tratamento médico disponíveis, disse Behar.

O tratamento para alergia a amendoim Palforzia da Aimmune, que recentemente ganhou aprovação dos EUA para ser usado em crianças, tem potencial de vendas de US$ 1 bilhão, disse Behar.

A Nestlé está oferecendo um prêmio de 174% ao preço de fechamento da ação da Aimmune de US$ 12,60 em 28 de agosto. As ações da Aimmune atingiram máxima recorde em janeiro quando o Palforzia foi aprovado, e então recuaram durante a crise do coronavírus.

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook