À espera de reformas, Ibovespa fecha em queda e dólar cai para R$ 5,35


Do CNN Brasil Business, em São Paulo*
02 de setembro de 2020 às 09:20 | Atualizado 02 de setembro de 2020 às 18:48
Terminal de investimentos
Foto: @nick604/Unsplash

Depois da euforia da sessão anterior, a sessão desta quarta-feira (2) foi de readequação das expectativas na bolsa de valores. Com a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), os investidores voltaram suas atenções para a agenda de reformas e saúde fiscal do Brasil.

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O Ibovespa recuou 0,25%, para 101.911,13 pontos, se descolando de Wall Street, que teve altas significativas em suas principais bolsas.

O dólar voltou a cair ante o real para o menor nível em quatro semanas, com investidores ainda repercutindo mensagens mais positivas do governo com relação à política fiscal do país. Isso ajudou a amenizar o prêmio de risco embutido no preço do câmbio.

O dólar à vista caiu 0,49%, a R$ 5,3586 reais na venda, menor patamar desde 6 de agosto (R$ 5,3429).

O real destoou de vários de seus pares nesta sessão, marcada pelo fortalecimento do dólar nos mercados externos após dias seguidos de perdas.

Destaques 

Hoje a B3 teve duas estreias. A Pague Menos (PGMN3) teve um excelente primeiro pregão e viu suas ações valorizarem 21,18%. Os papéis da rede de farmácias foram precificados a R$ 8,50, abaixo da faixa indicativa de preço e tinham R$ 10,22 como piso. Agora, com os reajustes, as ações já valem R$ 10,30.

Já a Lavvi (LAVV3) não teve um dia tão bom e estreou com queda de 5,26%. Os papéis da incorporadora da Cyrela também foram precificados abaixo da faixa indicativa de preço, que era de R$ 11 a R$ 14,50. Agora, as ações da empresa valem R$ 9.

A Suzano (SUZB3) caiu 4,13%, em dia de queda do dólar e após começar setembro com forte alta, mesmo após ter subido 19,5% em agosto. Klabin (KLBN11) perdeu 2,68%, após acréscimo de 1,5% na terça-feira e 24,4% em agosto.

As ações do Grupo Fleury (FLRY3) saltaram 6,61%, um dia após o grupo de diagnósticos médicos anunciar a criação de empresa de tecnologia baseada na ciência de dados e inteligência artificial.

Itaú (ITUB4) cedeu 0,21% e Bradesco (BBDC4) caiu 0,09%, em sessão de fraqueza das ações de bancos, embora tenham terminado longe das mínimas. Banco do Brasil conseguiu ter alta de 0,12%.

A Totvs (TOTS3) subiu 3,47%, ante expectativas envolvendo a Linx, após anunciar na véspera oferta modificada pela empresa de software de gestão, após a StoneCo ter revisado acordo vinculante com a Linx (LINX3) teve alta de 0,08%. Em Nova York, a Stone caiu 0,81%.

A Petrobras (PETR4) fechou com variação negativa 0,31%, em meio à queda dos preços do petróleo no exterior. A companhia reduzirá o preço do diesel em 6% e o da gasolina em 3% a partir de quinta-feira, após consecutivas altas aplicadas nos valores dos combustíveis em suas refinarias.

Lá fora 

Nos mercados estrangeiros, o tom foi otimista. Em Wall Street, alta nas principais bolsas. O S&P 500 e Dow Jones cresceram 1,58% e Nasdaq subiu 1,08%

As ações europeias fecharam em alta nesta quarta-feira, com os sinais de uma recuperação na atividade manufatureira global impulsionando os setores de produtos químicos e industriais, enquanto o índice de tecnologia teve seu encerramento mais forte em mais de 19 anos, acompanhando os ganhos em Wall Street.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 1,66%, a 1.439 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 1,66%, a 371 pontos, após fechar em baixa nas últimas quatro sessões.

Os índices acionários da China fecharam sem direção comum nesta quarta-feira uma vez que as ações de tecnologia avançaram mas as de matérias-primas e energia pesaram.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,04%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,17%.

*Com informações da Reuters

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