Ibovespa fecha em alta em linha com bolsas no exterior; dólar cai para R$ 5,30

Melhora no cenário externo eleva o otimismo no mercado brasileiro. Nasdaq se recuperou e avançou quase 3%

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
09 de setembro de 2020 às 09:09 | Atualizado 09 de setembro de 2020 às 18:28
Bolsa: depois de três pregões consecutivos em queda, principal índice da B3 encerra em alta
Foto: Rahel Patrasso/Reuters

Depois de três sessões consecutivas em queda, os mercados externos apresentaram melhora e deram suporte para o Ibovespa fechar em alta no pregão desta quarta-feira (9).

O principal índice da bolsa brasileira teve valorização de 1,24%, para 101.292,05 pontos. A alta acontece depois que o Ibovespa quase perdeu o patamar de 100 mil pontos na terça.

No exterior, a melhora foi puxada pelo índice Nasdaq, que saltou 2,96% à medida que o setor de tecnologia colocou uma pausa nas quedas recentes. As ações da Tesla lideraram os ganhos desta quarta – alta de 10% – depois de perder um quinto de seu valor na sessão anterior.

O dólar fechou em firme baixa ante o real nesta quarta-feira, devolvendo os ganhos da véspera, com o mercado de câmbio replicando o dia de fraqueza global da moeda norte-americana em meio à recuperação do apetite por risco.

O dólar à vista caiu 1,23%, para R$ 5,30 na venda, depois de alta de 1,09% na sessão anterior.

Destaques

A Vale (VALE3) teve alta 1,23%, em sessão positiva para o setor de mineração e siderugia, em meio a perspectivas positivas para o preço do aço. Usiminas (USIM5) subiu 6,36% e CSN (CSNA3) avançou 4,98%, enquanto Gerdau (GGBR4) valorizou-se 4,27%. No caso de Vale, a Justiça Federal de Minas Gerais negou um pedido do Ministério Público para uma intervenção legal imediata na mineradora.

A Petrobras (PETR4) avançaram 2,11% e 2,22%, respectivamente, com a recuperação do petróleo no exterior, com o barril do Brent avançando 2,5%, a US$ 40,79. Na véspera, a companhia ainda anunciou que deu início à fase vinculante referente à venda de 50% a 100% de sua participação, com passagem de operação, na concessão BM-S-51 na Bacia de Santos.

Magazine Luiza (MGLU3) teve elevação de 4%, liderando ganhos entre empresas de varejo associadas a comércio eletrônico no Ibovespa, após correção nos últimos pregões. B2W (BTOW3) subiu 3,46% e Via Varejo (VVAR3) avançou 1,98%. Apesar das quedas recentes, esses papéis ainda figuram entre as maiores valorizações do Ibovespa em 2020.

BTG Pactual (BPAC11) subiu 4,46%, descolado dos papéis de bancos no Ibovespa, que mostrou Itaú (ITUB4) com variação positiva de apenas 0,12% e Bradesco (BBDC4) com decréscimo de 0,28%. Ainda no setor financeiro, B3 (B3SA3) avançou 2,14%, após algum ajuste negativo desde o começo do mês (-3%).

Bolsas internacionais

Em Wall Street, o Nasdaq se recuperou após uma venda brutal de ações de tecnologia desde quinta-feira (3). Liderado pela Tesla, o índice subiu 2,96%.

O S&P 500 teve valorização de 2% e o Dow Jones avabçou 1,6%.

As ações europeias se recuperaram nesta quarta-feira às vésperas da reunião de política monetária do Banco Central Europeu, com a AstraZeneca revertendo as perdas após a notícia de que pode retomar o teste de sua vacina contra a Covid-19 na próxima semana. Mas os recibos de ações (ADRs), negociados na Nyse, fecharam o dia em queda. 

O índice FTSEurofirst 300 subiu 1,71%, a 1.434 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 1,62%, a 370 pontos.

Os subíndices de telecomunicações, seguradoras e tecnologia lideraram os avanços setoriais.

Depois de renovadas as tensões contra o governo americano, o mercado acionário da China registrou a maior queda em seis semanas nesta quarta (9). O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 2,34%, registrando a maior queda percentual diária desde 24 de julho. Já o índice de Xangai teve queda 1,86%.

(Com Reuters)

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