FGV: preços no atacado têm maior alta desde 1994; IGP-M sobe 4,41% em prévia


Da Reuters
10 de setembro de 2020 às 08:59
Supermercado

Corredor com prateleiras abastecidas em supermercado

Foto: Nathália Rosa/Unplash

Os preços no atacado dispararam para o maior nível em 26 anos e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 4,41% na primeira prévia de setembro, depois de subir 1,46% no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (10).

Os dados mostraram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do IGP-M, teve no período alta de 6,14%, maior salto desde julho de 1994, quando o índice subiu. 17,95%. Na primeira prévia de agosto o IPA havia avançado 1,85%.

Leia também:
Exportação de arroz dispara 81%; Venezuela é maior compradora do Brasil
Não é só o arroz: dólar e home office deixam TV, game e até livro mais caros

Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços, "a principal fonte de pressão no índice ao produtor partiu dos preços das matérias-primas brutas, que avançaram 11,37% sob influência das altas captadas para o minério de ferro (20,08%) e para a soja (11,48%)". Em agosto, o grupo havia subido 2,32%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, acelerou ligeiramente seus ganhos a 0,35% na primeira prévia de setembro, contra 0,32% no mês anterior.

O destaque para essa leitura foi o grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou de queda de 0,93% em agosto para alta de 0,40% na primeira prévia de setembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,88% na primeira prévia de setembro depois de subir 1,26% no mesmo período de agosto.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Dados da véspera mostraram que a inflação oficial do Brasil voltou a enfraquecer em agosto diante da pressão da queda nos preços de Educação, mas ainda registrou o maior nível para o mês em quatro anos diante da forte pressão da gasolina e dos alimentos.

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook