EUA: vendas de discos de vinil superam as de CDs pela 1ª vez desde os anos 1980


Jazmin Goodwin da CNN Business
14 de setembro de 2020 às 11:06
Disco embaixo da agulha do tocador

Vendas de discos de vinil aumentaram

Foto: Pixabay

Os dias em que os discos de vinil eram uma relíquia nostálgica do passado ficaram para trás. Em 2020, as vendas de vinil ultrapassaram as vendas de CD nos Estados Unidos pela primeira vez desde os anos 1980.

Os discos de vinil representaram US$ 232,1 milhões das vendas de música no primeiro semestre do ano. Já os CDs renderam apenas US$ 129,9 milhões, de acordo com um relatório da Recording Industry Association of America (RIAA).

Os vinis eram comuns antes que outros formatos, como fitas cassete e CDs, se tornassem o modo preferido de ouvir música. Mas as novas mídias não impediram o ressurgimento do vinil. Desde 2005, as vendas do formato antigo cresceram consecutivamente. No primeiro semestre de 2020, a receita dos discos cresceu 4%, enquanto as dos CDs caiu 48%, de acordo com a RIAA.

Mesmo com essa virada, as vendas físicas continuam em queda na indústria da música. Elas caíram 23%, para US$ 376 milhões, na primeira metade do ano, quando a pandemia paralisou os mecanismos tradicionais da indústria musical. Shows, concertos e visitas a lojas de música praticamente saíram do mapa.

Por outro lado, o streaming de música continua crescendo.

De acordo com a RIAA, o mercado de streaming – que inclui a receita de streaming pago, streaming com anúncios e streaming de rádio – cresceu 12% durante os primeiros seis meses de 2020, chegando a US$ 4,8 bilhões.

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Mais ouvintes estão dispostos a pagar para ouvir música usando os serviços de streaming. As assinaturas de serviços pagos de streaming de música, como Spotify e Apple Music, aumentaram 24%, informou a RIAA.

Isso torna o formato de música dominante, respondendo por mais de 85% da receita da indústria musical.

Nos primeiros seis meses do ano, as vendas gerais da indústria musical (compra de álbuns ou faixas, em todos os formatos) cresceram 5,6% em relação ao ano passado, impulsionadas principalmente pelo streaming, para um total de US$ 5,7 bilhões.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).