Novo presidente do BB foge de polêmica da privatização e faz aceno a funcionário


Kenzô Machida, da CNN, em Brasília
22 de setembro de 2020 às 21:12 | Atualizado 22 de setembro de 2020 às 21:44

Nomeado nesta terça-feira (22) para a presidência do Banco do Brasil, André Brandão usou sua primeira fala aos funcionários para fazer um aceno ao que chamou de “gestão de pessoas”.

Pouco antes de se reunir nesta manhã com o ministro Paulo Guedes, no Palácio do Planalto, para uma posse simbólica, Brandão gravou um vídeo institucional, em formato de entrevista. Durante cerca de 25 minutos, o executivo indicou que sua gestão será baseada nas seguintes frentes:  otimização da satisfação de clientes; eficiência operacional; melhoria da rentabilidade da empresa e na gestão de pessoas.

De acordo com relatos feitos à CNN, Brandão foi questionado se a privatização do Banco do Brasil está em sua pauta. O executivo, que deixou a presidência do HSBC nos Estados Unidos para substituir Rubem Novaes, tentou fugir da polêmica.

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“A privatização é a pauta do acionista. Quem tem que decidir isso é o acionista e acho que o [presidente Jair] Bolsonaro, mais de uma vez, já falou que não está na pauta”, disse.

Brandão fez questão de narrar suas conversas não só com o presidente, mas também com Paulo Guedes. De acordo com ele, o ministro pediu um “gestor” para o BB. “E é o que eu sou, eu sou um executivo. Estou indo lá para trabalhar junto com vocês, colaboradores aí do Banco do Brasil, para a gente gerir esse banco e espero poder agregar com a minha experiência, somada à experiência que vocês têm, para a gente melhorar ainda mais esse banco.”

Brandão também falou em transformação digital. O novo presidente disse que pretende dar continuidade aos investimentos na área para posicionar o Banco Brasil e investir na modernização. 

Segundo a CNN apurou, a avaliação interna é a de que o novo presidente, diferentemente do antecessor, mostrou-se aberto ao diálogo. 

O novo presidente do BB tem um perfil similar ao do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto -- tem boa circulação no mercado financeiro. Essa era a principal preocupação da equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).