Dólar sobe e alcança valorização de 3% na semana; Ibovespa fecha estável

O dinheiro dos EUA vai caminhando para sua terceira semana consecutiva de ganhos em relação ao real

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*
25 de setembro de 2020 às 09:19 | Atualizado 25 de setembro de 2020 às 17:54

Foto: Reuters/Rahel Patrasso

O dólar fechou em alta ante o real nesta sexta-feira, ao fim de uma semana instável em que o apetite por risco se perdeu em meio a temores sobre o estado da economia mundial e a evolução do novo coronavírus.

A moeda voltou a se aproximar de R$ 5,60 nesta sessão, depois de ter superado esse patamar na véspera, mas a partir do fim da manhã as compras diminuíram, o que trouxe algum alívio.

O dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,74% para R$ 5,5538 na venda – a quinta alta em seis sessões.

Na semana, o ganho foi de 3,29%, terceira semana consecutiva de valorização. Com o movimento dos últimos cinco dias, o dólar passou a acumular apreciação de 1,33% em setembro, elevando os ganhos em 2020 para 38,40%.

Na bolsa, as ações devolveram as quedas no final da tarde e o Ibovespa fechou a sexta-feira estável. 

O principal índice da bolsa brasileira fechou o pregão de hoje com queda de 0,01% para 96.999,38 pontos. Isso apesar de altas relevantes nas bolsas dos Estados Unidos. 

Na semana, a bolsa teve desvalorização de 1,31%. 

Internamente, os investidores seguem de olho na situação fiscal do país.

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Além disso, os temores de uma segunda onda do novo coronavírus continuam. Os principais índices acionários da China fecharam o dia com pouca alteração, mas registraram a maior perda semanal desde meados de julho, uma vez que o ressurgimento dos casos de Covid-19 no mundo levantou preocupações sobre o ritmo da recuperação econômica.

O Reino Unido teve que retomar medidas de restrição à atividade diante de um salto nas infecções pela doença, gerando temores sobre uma volta generalizada de lockdowns à medida que outras economias europeias importantes, como França e Espanha, veem novas disparadas nos casos do vírus.

Enquanto isso, agravando a incerteza em torno de uma recuperação global, a maior economia do mundo segue sem um acordo para aprovação de um novo pacote de amparo pandêmico, mesmo diante dos sinais de fraqueza no mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Um importante parlamentar norte-americano disse na quinta-feira que democratas na Câmara dos Deputados dos EUA estão trabalhando em um pacote de estímulo de US$ 2,2 trilhões que pode ser votado na próxima semana, mas a notícia parecia não surtir efeito positivo nos ânimos dos investidores.

"A alegria durou pouco", disse em nota o time econômico da Guide Investimentos, citando perspectiva de pouco interesse dos parlamentares republicanos, mais austeros, na proposta. "Fica difícil acreditar que um acordo saia até as eleições presidenciais (norte-americanas) em novembro."

Mercado externo

Nos Estados Unidos, os mercados abriram em baixa, mas ganharam força depois da série mais longa de perdas em um ano diante de temores com as perspectivas para a economia em um futuro ainda dominado pelo coronavírus.

O Dow Jones Industrial Average fechou em alta de 1,34%, enquanto o S&P 500 ganhou 1,5% e o Nasdaq Composite teve valorização de 2,34%.

As ações europeias registraram sua pior queda semanal desde meados de junho nesta sexta-feira, refletindo temores dos investidores de que uma segunda onda de infecções por coronavírus prejudique a recuperação econômica, enquanto as ações bancárias registraram uma mínima histórica.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,15%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,1%.

*Com informações da Reuters

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