Sem vacina contra a Covid-19, empresas desenvolvem produtos ‘anticoronavírus’

Saco de lixo, camisetas e tecidos capazes de inativar o coronavírus são desenvolvidos por empresas

Anne Barbosa Da CNN, em São Paulo
25 de setembro de 2020 às 09:31


Ainda sem vacina para imunizar a população, diversas empresas estão desenvolvendo objetos ‘anticoronavírus’. São produtos que inativam o vírus e impedem a contaminação. Cada um possui uma tecnologia própria, mas todos funcionam basicamente da mesma forma: quando o material entra em contato com o coronavírus ou algum outro vírus, ele elimina o microorganismo em questão de minutos. 

Em Hortolândia, no interior de São Paulo, a empresa Embalixo desenvolveu um saco de lixo capaz de inativar 99% do coronavírus. O produto já está sendo comercializado em São Paulo e no Rio de Janeiro e a proteção é permanente. 

“Temos uma procura muito grande e uma venda bem interessante. Acho que é o momento de se cuidar e qualquer tecnologia que possa amenizar esse sofrimento do dia a dia é válido”, afirma Rafael Costa, diretor comercial da Embalixo.  

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Camisetas e máscaras foram os produtos escolhidos pela marca Insider. A desativação do coronavírus no tecido acontece em até cinco minutos e, no caso da máscara, ela pode ser utilizada o dia inteiro, sem precisar trocar. Com esse novo nicho, a expectativa da empresa é triplicar o faturamento em 2020. 

Tanto o saco de lixo quanto o tecido foram testados pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e têm eficiência comprovada. 

“Nós estamos testando em torno de 20 diferentes produtos ou equipamentos por semana. Tem até equipamentos para filtrar o ar com luz ultra violeta, que é extremamente eficaz para limpar o ambiente”, disse Clarice Weis Arns, pesquisadora da Unicamp. 

Na empresa Nanox, foram utilizadas prata e sílica na composição de fitas adesivas, que são capazes de eliminar 99% do coronavírus em dois minutos. Em máscaras, eles utilizaram um plástico flexível e já receberam o registro da Anvisa. 

Já a empresa Nilfisk desenvolveu um robô que desinfecta áreas de até 7.000 m², que já está em uso no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.  A máquina só necessita de interferência humana para programá-la e controlar questões de abastecimento de água e descarte de sujeira. 

Criatividade para criar produtos não falta, mas os cuidados básicos continuam sendo as principais recomendações dos especialistas. “Distanciamento e uso de máscara são as coisas que mais funcionam. Outras medidas podem até funcionar paliativamente, mas o que realmente vai proteger contra a Covid-19 são essas medidas já bem divulgadas”, reforça o infectologista Renato Kfouri.