NYT: Trump declara gastos de US$ 70 mil em cabeleireiro para pagar menos imposto

O presidente norte-americano também não pagou qualquer imposto sobre a renda em dez dos quinze anos avaliados pela reportagem

Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
28 de setembro de 2020 às 07:06
Capa do podcast Abertura de Mercado
Foto: CNN Brasil

O presidente Donald Trump pagou apenas US$ 750 em impostos federais em 2016, ano em que ganhou as eleições presidenciais, segundo aponta reportagem do New York Times. Esse não pagamento de impostos acontece basicamente porque o mandatário declarou mais perdas do que lucros no período.

No episódio de hoje:

- O governo corre para enviar o texto da reforma tributária até, no máximo, amanhã, terça-feira, dia 29;
- A versão final da proposta foi costurada neste fim de semana e inclui a criação de um imposto sobre transações digitais;
- Este novo imposto – que é basicamente a reedição da antiga CPMF – seria uma maneira de compensar a retirada de impostos que as empresas pagam sobre a folha de pagamentos;
- Há vários economistas e empresários contrários à criação do tributo;
- A proposta de reforma também prevê tributação sobre lucros e dividendos e o aumento da faixa de isenção do imposto de renda da pessoa física; 
- No fim de semana, ministros e técnicos do governo trabalharam na revisão do texto;
- Para as fontes ouvidas pela Renata Agostini, analista da CNN, a avaliação é que o texto agora está “tecnicamente pronto” e falta apenas o aval político final;
- Essa decisão deverá ser tomada hoje em reunião do presidente Jair Bolsonaro com líderes da base aliada;
- Também deverá ser debatido o modelo do programa social que deve substituir o Bolsa Família e o auxílio emergencial, o chamado “Renda Cidadã”;
- Vale lembrar que há menos de duas semanas, em 15 de setembro, bolsonaro disse que no governo “estava proibido" falar em Renda Brasil;
- A frase foi uma reação contrariada do presidente à proposta da equipe econômica de financiar o programa com o congelamento dos benefícios dos aposentados;
- O governo do Distrito Federal avança com o plano de privatizar a companhia elétrica CEB, responsável pelo fornecimento de energia em Brasília;
- No sábado, o governo local informou que o preço mínimo de venda da empresa é de R$ 1,42 bilhão;
- Esse valor é a média de duas avaliações feitas por consultorias contratadas pelo BNDES;
- A intenção é vender 100% das ações da companhia e o leilão deverá ser realizado na bolsa de São Paulo; 
- Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump pagou apenas US$ 750 em impostos federais em 2016, ano em que ganhou as eleições presidenciais;
- A informação foi publicada pelo jornal The New York Times, que teve acesso aos dados de quase 20 anos de declarações fiscais de Trump;
- O presidente norte-americano não pagou qualquer imposto sobre a renda em dez dos quinze anos avaliados;
- Esse não pagamento de impostos acontece basicamente porque Trump declarou mais perdas do que lucros no período;
- A reportagem mostra, por exemplo, que Trump incluiu como gastos empresariais algumas despesas pessoais, como mais de US$ 70 mil dólares - quase R$ 400 mil - em serviços de cabeleireiro durante as gravações do reality show "O Aprendiz";
- No entanto, o NYT cita que há dúvidas se esses prejuízos foram reais ou se trataram apenas de uma estratégia para abater impostos;
- Na semana passada, especulou-se que a Livraria Cultura poderia ter a falência decretada, já que a empresa deixou de cumprir o plano de pagamentos do processo de recuperação judicial;
- Pois as lojas funcionaram normalmente no fim de semana;
- Isso aconteceu porque a empresa conseguiu uma liminar que suspendeu o prazo para que a companhia comprove que está pagando as obrigações previstas na RJ;
- Agora, o tema vai ser decidido pelo colegiado do Tribunal de Justiça, mas não há data marcada para essa decisão;
- Enquanto isso, a empresa tentar agir para mostrar que está executando o que prometeu aos credores;
- A Cultura deve mais de R$ 250 milhões e teve o pedido de recuperação judicial apresentado em 2019;
- Os pratos marrons inquebráveis da Duralex estão com o futuro em xeque;
- Fabricante francesa entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada;
- Segundo o jornal Le Monde, a empresa perdeu 60% do faturamento com o novo coronavírus;
- E a pandemia afetou especialmente as exportações da empresa, já que, de cada dez pratos produzidos pela marca, oito são exportados;
- Apesar da situação ruim da empresa na França, o futuro dos pratos inquebráveis no Brasil está mais tranquilo;
- Em toda a América do Sul, a marca pertence à brasileira Nadir Figueiredo, fabricante também dos tradicionais copos americanos;
- AGENDA: Banco Central divulga a nota mensal do mercado de crédito no mês de agosto;
- Nos Estados Unidos, saem dados sobre a atividade industrial em setembro calculadas pelo Fed.

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