Em Marajó, Bolsonaro volta a dizer que auxílio emergencial é temporário

Presidente diz que apesar de ser 'pouco para quem recebe', programa é muito caro para a União

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo
09 de outubro de 2020 às 11:11

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a afirmar nesta sexta-feira (9) que o Auxílio Emergencial pago pelo governo em razão da pandemia do novo coronavírus é um programa temporário e, portanto, será encerrado em algum momento.

Criado pelo governo em abril, o pagamento do auxílio emergencial foi ampliado até 31 de dezembro. As cinco primeiras parcelas foram de R$ 600 e as quatro últimas de R$ 300 (os valores dobram no caso de mães chefes de família monoparental).

“O auxílio não é para sempre, tenham isso na cabeça. É um momento. Até porque, é caro demais para a União. É pouco para quem recebe, mas é caro demais para a União”, disse o presidente durante lançamento do programa “Abrace o Marajó”, que tem objetivo de impulsionar o desenvolvimento dos 16 municípios que compõem o arquipélago.

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“Acredito eu que com medidas outras que foram tomadas ao longo destes seis, sete meses desde que começou a pandemia, brevemente estaremos de volta à normalidade. Eu acredito no povo brasileiro, eu acredito em vocês”, completou o presidente.

Mais cedo, Bolsonaro participou, ao lado do presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, do pagamento do auxílio para uma família em uma agência-barco.

“Hoje conheci, pela primeira vez, um barco da Caixa Econômica Federal que atende os mais humildes, que não tem um telefone celular e muitas vezes sequer um CPF. Meus agradecimentos ao Pedro, presidente da CEF, um grande amigo e parceiro. Hoje senti a emoção também de realizar o pagamento de mais uma família do Auxílio Emergencial”, afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro no lançamento do programa 'Abrace Marajó'
Foto: Reprodução/ TV Brasil (9.out.2020)