Ibovespa fecha o dia em queda, mas sobe 3,7% na semana; dólar cai a R$ 5,52

Investidores estão animados com a retomada das negociações entre Nancy Pelosi e Donald Trump

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*
09 de outubro de 2020 às 09:57 | Atualizado 09 de outubro de 2020 às 17:59
Notas de real e dólar: investidores estão animados com a retomada das negociações entre Nancy Pelosi e Donald Trump
Foto: Reuters/Ricardo Moraes

O Ibovespa fechou em queda após uma sessão instável nesta sexta-feira (10), com investidores realizando parte dos ganhos da véspera. No desempenho semanal, entretanto, o principal índice da bolsa de valores brasileira ficou em terreno positivo após mais de um mês de perdas.

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,45% na sessão, para 97.483 pontos, mas, na semana, avançou 3,68%. O volume financeiro da sessão somava R$ 26,79 bilhões.

"Depois da forte alta de ontem, os bancos devolveram parte dos ganhos nesta sexta e o Ibovespa não foi capaz de romper a faixa de 98 mil pontos, justamente o ponto perdido no final do mês de setembro. Para o mercado de fato evoluir no curtíssimo prazo será preciso romper esse patamar e a retomada dos bancos será vital para isso", avalia Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

Os destaques do dia foram as ações da MRV, que subiam 8,5%, depois de a construtora ter anunciado venda líquida recorde de R$ 1,97 bilhão no 3º trimestre e, mais uma vez, os papéis da Magalu, com alta de 6,8%. Por sua vez, a maior queda foi do papel da resseguradora IRB, que recuou 7,2%, em contraponto ao avanço de 20% na sessão de ontem.

Já o dólar caiu e acumulou a primeira queda semanal depois de um mês, com as operações domésticas espelhando a fraqueza da moeda norte-americana no exterior, com as renovadas esperanças de estímulo fiscal nos Estados Unidos.

O dólar à vista recuou 1,12%, para R$ 5,52 na venda. Na semana, a cotação cedeu 2,47%, depois de quatro semanas consecutivas de ganhos, período em que subiu 6,76%. É a primeira queda semanal do dólar desde a semana que terminou em 4 de setembro (-1,99%) e a mais intensa desde os cinco dias terminados em 28 de agosto (-3,41%).

Bolsas internacionais

Lá fora, o cenário era positivo. Em Wall Street, as ações encerraram a sexta (10) em alta e registraram ganhos na semana, à medida que o otimismo em relação a mais um pacote de auxílio fiscal federal cresceu. Dados preliminares mostram que o Dow Jones subiu 0,57%, aos 28.587,1 pontos, o S&P teve alta de 0,88%, aos 3.477,12 pontos, e o Nasdaq valorizou-se 1,39%, aos 11.579,94 pontos.

Na zona do euro, os mercados registraram uma segunda semana consecutiva de ganhos, diante de boas expectativas dos investidores para a temporada de balanços. O FTSEurofirst subiu 0,57%, a 1.433 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX ganhou 0,55%, a 370 pontos, fechando a semana com alta de 2,1%.

Além da recuperação em setores enfraquecidos, como o de viagens e lazer, bancos e petróleo e gás, ampararam os mercados regionais, destaque para a joalheria Pandora, que disparou 17,2%, após melhorar a previsão sobre seus lucros devido ao grande impulso nos negócios online.

Na China, as ações fecharam em alta, com os mercados do continente retomando as negociações após um feriado de uma semana, com os investidores sendo encorajados por dados oficiais que mostraram sinais de recuperação econômica e uma melhora no turismo durante a semana de folga.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 2,04%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,68%.

(Com Reuters)

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