JPMorgan investe US$ 30 bilhões em pacote para promover igualdade racial

“O racismo sistêmico é uma parte trágica da história da América”, disse o presidente e CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, em um comunicado à imprensa

Jazmin Goodwin, do CNN Business, em Nova York
11 de outubro de 2020 às 05:00
Fachada do banco JP Morgan
Foto: Stephanie Keith/Foto de arquivo/Reuters

O JPMorgan Chase (JPM) está comprometendo US$ 30 bilhões nos próximos cinco anos para promover a igualdade racial.

“O racismo sistêmico é uma parte trágica da história da América”, disse o presidente e CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, em um comunicado à imprensa. “Podemos fazer mais e melhor para quebrar os sistemas que propagaram o racismo e a desigualdade econômica generalizada, especialmente para negros e latinos. Já passou da hora de a sociedade lidar com as desigualdades raciais de uma forma mais tangível e significativa”.

Leia também:
OMC terá mulher no cargo de diretora-geral pela primeira vez na história
Pix: novo sistema de pagamentos tem mais de 21 milhões de cadastros

O anúncio do maior banco dos Estados Unidos vem depois de outros bancos, incluindo o Citi (C) e o Bank of America (BAC), prometerem cada um cerca de US$ 1 bilhão para avançar a igualdade racial e as oportunidades econômicas.

O banco afirma que planeja investir uma combinação de empréstimos, ações e financiamento direto para apoiar seus novos compromissos. Eles incluem a promoção e expansão de moradias populares, o incentivo à casa própria e o acesso a serviços bancários, ajudando a expandir negócios de propriedade de negros e latinos e construir um ambiente mais diversificado entre os trabalhadores.

“A crise da Covid-19 exacerbou as desigualdades de longa data para pessoas negras e latinas em todo o mundo. Estamos usando este momento catalizador para criar mudanças e oportunidades econômicas que aumentem a igualdade racial para as comunidades negras e latinas”, afirmou Brian Lamb, chefe global de diversidade e inclusão do JPMorgan em um comunicado.

Houve um aumento nas doações filantrópicas para a justiça racial após os assassinatos de George Floyd e Breonna Taylor pela polícia. Apple (AAPL), Netflix (NFLX), Peloton (PTON), Facebook (FB) e outras empresas prometeram lutar contra a desigualdade racial e fazer doações para organizações lideradas por minorias.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook