Radar Político: Privatizar Correios reflete Congresso e Executivo mais liberais

Caio Junqueira, Fernando Molica e Igor Gadelha comentaram a entrega ao Palácio do Planalto do projeto de lei de privatização da estatal

Da CNN
14 de outubro de 2020 às 11:58

No quadro Radar Político, na CNN Rádio, nesta quarta-feira (14), Caio Junqueira, Fernando Molica e Igor Gadelha comentaram a entrega pelo Ministério das Comunicações ao Palácio do Planalto do projeto de lei de privatização dos Correios.

“O ministro Fábio Faria – ao destacar o papel do Congresso na definição das regras da privatização – quis dividir um pouco do ônus desse processo de privatização, sempre um tema que enfrenta muita resistência em parte da sociedade e também dos servidores”, afirmou Gadelha.

Já Molica comentou sobre alguns dos desafios que a privatização da estatal deverá solucionar para ser bem-sucedida.

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“Os Correios chegam hoje em todos municípios do Brasil e tem operações que, obviamente, são deficitárias. Esse modelo de privatização vai ter que focar em como equacionar [essa questão] e em como garantir tarifas acessíveis para a população, garantir eficiência e garantir que os Correios continuem chegando a todos cantos do Brasil.”

Junqueira afirmou que o processo tem o aval do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas que o mais surpreende do aspecto político é a mudança de padrão no Congresso.

“Privatizar qualquer coisa sempre foi um tabu muito grande, principalmente na era dos governos petistas, que tinha muita restrição e o funcionalismo era uma base considerável tanto do ex-presidente Lula quanto da ex-presidente Dilma”, disse.

Igor Gadelha, Caio Junqueira e Fernando Molica comandam o Radar Político, na CNN Rádio
Foto: CNN Brasil

“Isso mudou. Esse novo Congresso tem uma visão mais liberal e do lado do Executivo temos o ministro [da Economia], Paulo Guedes e a equipe, com uma visão mais liberal.”

No quadro, os jornalistas também falaram sobre o julgamento pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão do ministro Marco Aurélio Mello sobre a soltura de André Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap.