Ibovespa fecha em leve alta à espera de estímulos dos EUA; dólar sobe (pouco)

Na última sessão, a moeda havia feito o mesmo movimento, mas virou o sinal na parte da tarde.

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
21 de outubro de 2020 às 09:18 | Atualizado 21 de outubro de 2020 às 17:25
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retira máscara na Casa Branca
Foto: Erin Scott/Reuters (5.out.2020)

A quarta-feira (21) não trouxe grandes movimentações para o mercado financeiro. As atenções estavam  voltadas para a novela do pacote de estímulos dos Estados Unidos, que ganhou novos capítulos hoje, mas nada de um desfecho. 

O chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, disse que o governo Trump e os democratas da Câmara compartilham o objetivo de chegar a um acordo sobre o estímulo até amanhã. O maior obstáculo continua sendo o financiamento para governos estaduais e locais, disse ele, acrescentando que houve progresso em direção a um acordo.

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Enquanto os índices dos Estados Unidos subiam, o Ibovespa chegou a alcançar os 101 mil pontos. Depois, quando Wall Street perdeu força, os investidores locais tiraram o pé do acelerador. 

Com isso, a bolsa paulista fechou o dia em alta de 0,01% para 100.552,44 pontos. 

Entre os destaques, as ações da WEG (WEGE3) despecanram 6,16% após apresentar resultados do terceiro trimestre.

Na outra ponta, a maior alta foi da Qualicorp (QUAL3), que subiu 5,7% após a rede de hospitais D'Or anunciar nesta quarta que planeja ampliar sua participação na empresa.

A JBS (JBSS3), que aprovou emissão de até R$ 2,04 bilhões em debêntures para aquisição de bovinos, recuou 1,21% no pregão.

O dólar fechou perto da estabilidade ante o real nesta quarta-feira, ao fim de uma sessão de vaivém em que a moeda oscilou entre altas e baixas, com o real mais uma vez deixando de aproveitar o dia positivo para divisas de risco no exterior.

O dólar à vista teve variação positiva de 0,09%, a R$ 5,6163 na venda, após oscilar entre R$ 5,629 (+0,31%) e R$ 5,5714 (-0,71%).

"Positivamente, temos o otimismo em torno do ajuste fiscal e do teto de gastos por conta das declarações dos últimos dias de Paulo Guedes e Rodrigo Maia e (em menor grau) do presidente Bolsonaro", diz Daniel Herrera, analista da Toro.

"Há também algum otimismo de que o pacote fiscal americano possa sair antes das eleições, o que eu acho difícil. De negativo, temos a escalada muito forte da pandemia na Europa, que vai derrubando os índices por lá, junto com novas medidas de isolamento/quarentena em alguns dos países do continente."

Lá fora

Os mercados de ações dos Estados Unidos perderam fôlego ao longo do dia enquanto os investidores esperam por sinais de que Washington poderia estar perto de concordar com o próximo pacote de auxólio em resposta ao coronavírus, que vista apoiar a recuperação econômica. 

Os principais índices de Wall Street fecharam o dia em queda. O Dow Jones caiu 0,35%. O S&P 500 teve desvalorização de 0,21% e o índice de tecnologia Nasdaq fechou o dia em queda de 0,11%. 

As ações europeias caíram pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira, uma vez que as perdas em papéis dos setores de saúde e construção ofuscaram o impulso de encorajadores balanços da gigante de consumo Nestlé e da fabricante de equipamentos de telecomunicações Ericsson.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,36%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 1,29% pontos, alcançando uma mínima em mais de duas semanas.

As ações da China fecharam o dia em queda, pressionadas pela realização de lucros em ações de veículos movidos a energia renovável e empresas de tecnologia devido a suas altas valorizações, enquanto a confiança na recuperação econômica do país diante da pandemia de Covid-19 limitou as perdas.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve variação negativa de 0,01%, enquanto o índice de Xangai teve queda 0,09%.

(Com Reuters)

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