Senado dos EUA intima Facebook e Twitter por "preconceito contra conservadores"

CEOs das redes testemunharão depois que as plataformas de mídia social decidiram bloquear notícias do New York Post sobre Hunter Biden, filho de Joe Biden

Da Reuters
22 de outubro de 2020 às 13:16
As plataformas bloquearam notícia do New York Post sobre Hunter Biden, filho de Joe Biden
Foto: Thomas White/Reuters (03.ago.2017)

O Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos votou pela intimação dos principais executivos do Twitter e do Facebook depois que as plataformas de mídia social decidiram bloquear notícias do New York Post que faziam alegações sobre o filho do candidato democrata à presidência Joe Biden.

A presidente do comitê, Lindsey Graham, disse esperar que as intimações deem ao painel alguma "vantagem para garantir o testemunho (dos CEOs)" se eles não comparecerem e testemunharem voluntariamente.

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Os presidentes-executivos do Facebook e do Twitter testemunharão sobre as alegações de preconceito contra conservadores em uma data que ainda não foi determinada. As empresas têm sofrido fortes críticas dos conservadores por causa de sua decisão de colocar alertas nas duas matérias do New York Post indicando disseminação de desinformação, além de suas tentativas de reprimir a distribuição das matérias.

Os CEOs do Facebook e do Twitter, juntamente com o chefe do Google, da Alphabet, também testemunharão perante o Comitê de Comércio do Senado em 28 de outubro sobre uma lei que protege as empresas de internet.

O presidente Donald Trump e muitos parlamentares republicanos continuaram a criticar as empresas de tecnologia por reprimirem as vozes conservadoras. Ambas as audiências têm como objetivo debater o assunto.

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