Ibovespa perde força e fecha em queda acompanhando mercado externo; dólar recua

O índice fechou o pregão com recuo de 0,24%, para 101.016,96 pontos. Já a moeda americana caiu 0,29%, para R$ 5,6121, depois de ter chegado a subir 0,65%

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
26 de outubro de 2020 às 09:16 | Atualizado 26 de outubro de 2020 às 17:46
Pessoas com máscara de proteção sentam em mesas de quiosque no Parque del Retiro, em Madrid
Foto: Sergio Perez - 25.mai.2020/Reuters

O Ibovespa teve um dia de perdas. A bolsa paulista foi influenciada pelo mau humor generalizado em todo mundo por causa da segunda onda do novo coronavírus que chegou de vez à Europa e obrigou países a retomar medidas de restrição. 

Com isso, o índice fechou o pregão com recuo de 0,24%, para 101.016,96 pontos. Pela manhã, a bolsa ensaiava um dia de ganhos, mas cedeu ao temor sobre a economia europeia e incertezas sobre a aprovação de um novo pacote de estómulos à economia dos Estados Unidos. 

Um dos destaques positivos da bolsa hoje foi a Eletrobras (ELET3), que avançou 1,02% após o jornalista Lauro Jardim, do Globo, publicar que o ministro Paulo Guedes já enviou o plano de privatização da companhia ao Senado.

Já no setor de proteínas animais, a Marfrig (MRFG3) subiu de 1,37% após a China voltar a liberar a importação de produtos da marca.

Hoje foi dia de estreia da Track&Field na Bolsa. Os papéis caíram 0,34%. 

Já o dólar teve uma sessão volátil, refletindo algum alívio nas últimas manchetes domésticas, apesar da atenção global às negociações de estímulo fiscal norte-americanas e ao avanço da Covid-19 nas principais economias.

O dólar à vista fechou em queda de 0,29%, a R$ 5,6121, depois de ter chegado a subir até 0,65% na máxima do dia, a R$ 5,6646.

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Rafael Panoko, analista-chefe da Toro Investimentos, lembra que, nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) volta a se reunir para definir a taxa de juros, que hoje está no menor patamar histórico. "No radar dos investidores, vão estar os dados de inflação que vêm preocupando no cenário atual", diz.

Os contratos futuros de petróleo fecharam com robustas perdas nesta segunda com fuga de investidores de ativos de risco, em meio ao avanço sem trégua do coronavírus pelo mundo e às incertezas a respeito de uma nova rodada de estímulos fiscais nos Estados Unidos. A contínua retomada da produção na Líbia também pressionou as cotações.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI com entrega prevista para dezembro caiu 3,24%, a US$ 38,56. Na Intercontinental Exchange (ICE), o contrato do Brent para o mesmo mês recuou 3,14%, a US$ 40,46 o barril.

Com isso, as ações da Petrobras recuaram. As ordinárias (PETR3) tiveram queda de 1,42% enquanto as preferenciais (PETR4) caíram 1,56%, 

Lá fora

Os principais índices de Wall Street começaram a semana em baixa. O Dow Jones Industrial Average caiu 2,29%, enquanto o S&P 500 perdeu 1,8% e o Nasdaq Composite teve queda de 1,61%.

O mercado europeu fechou o dia no vermelho. Isso porque, em pleno domingo (25), o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, anunciou que o país adotou toque de recolher entre 23h e 6h da manhã. Já o primeiro ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou que bares e restaurantes terão de fechar até as 18h a partir de agora.

O Stoxx-600, que representa 90% das ações europeias, apresentou recuo de 1,29%, para 357,83 pontos. Depois de renovar o patamar de baixa do último mês, o índice pan-europeu desacelerou o movimento de queda.

Em Frankfurt, o DAX caiu 2,69%. Além do tombo das ações da SAP, o índice de confiança do setor corporativo na Alemanha caiu mais que o esperado, de 93,2 pontos em setembro para 92,7 pontos em outubro.

Em Londres, o índice FTSE-100, teve queda de 0,50%, enquanto em Paris, o CAC-40 recuou 1,25%.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa diante da propagação do novo coronavírus, principalmente na Europa e nos EUA, e do impasse nas negociações entre o governo americano e a oposição democrata por um novo acordo de estímulos fiscais.

Em Tóquio, o índice acionário japonês Nikkei teve baixa marginal de 0,09%, para 23.494,34 pontos, pressionado por ações siderúrgicas e do setor financeiro.

O chinês Xangai Composto recuou 0,82%, para 3.251,12 pontos, também prejudicado por papéis financeiros, atingindo o menor patamar desde o início de setembro. Já o sul-coreano Kospi teve queda de 0,72% em Seul, a 2.343,91 pontos, influenciado por ações de varejistas e do segmento farmacêutico.

As exceções positivas na região asiática hoje foram o índice chinês Shenzhen Composto, que subiu 0,52%, a 2.212,07 pontos, e o Taiex, que apresentou ligeiro ganho de 0,08% em Taiwan, a 12.909,03 pontos. Em Hong Kong, a bolsa local não operou devido a um feriado.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom majoritário da Ásia, e o S&P/ASX 200 caiu 0,18% em Sydney, a 6.155,60 pontos.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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