Santander pagará R$ 850 milhões em juros aos acionistas; saiba quanto você ganha

O pagamento será realizado a partir do dia 23 de dezembro e dividido proporcionalmente entre os ativos da companhia

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
27 de outubro de 2020 às 11:32
Banco pagará até R$ 0,22 por ação em juros sobre o capital próprio
Foto: Reuters/Paulo Whitaker

O Santander anunciou nesta terça-feira (27), por meio de aviso aos acionistas, que pagará R$ 1 bilhão bruto -- ou R$ 850 milhões após descontos -- em juros sobre o capital próprio (JCP) para os seus acionistas. 

Poderão receber os dividendos aqueles investidores que estiverem comprados nos papéis do banco no dia 4 de novembro, inclusive. Com isso, as ações passam a ser negociadas no modelo ex-JCP a partir do dia 5, ou seja, perdem seu direito de receber juros sobre o capital próprio.

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O pagamento será realizado a partir do dia 23 de dezembro e dividido proporcionalmente entre os ativos da companhia. Para saber seu rendimento, basta multiplicar o número de ações que possui pela remuneração que cada uma delas vai receber.

Ações ordinárias (SANB3) receberão R$ 0,10859906709 líquido sobre cada papel; as preferenciais (SANB4) gerarão R$ 0,11945897381; e as units (SANB11), compostas por uma ação ordinária mais uma preferencial, terão retorno de R$ 0,22805804089.

Resultados

O Santander Brasil divulgou nesta terça-feira lucro líquido acima do esperado para o terceiro trimestre, com ganhos em operações no mercado elevando a margem financeira, apesar da crise desencadeada pelo coronavírus.

O lucro líquido alcançou 3,9 bilhões de reais nos três meses encerrados no final de setembro, alta de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e 47% superior a estimativas compiladas pela Refinitiv.

O balanço mostra ainda que a inadimplência dos empréstimos caiu no período, de 2,4% dos financiamentos no segundo trimestre para o patamar de 2,1% entre julho e setembro de 2020. Com menor nível de calote nas operações, o banco diminuiu expressivamente a reserva de dinheiro para cobrir eventuais perdas com inadimplentes.

A chamada provisão para créditos de liquidação duvidosa caiu 55,4% na comparação com os três meses anteriores, para R$ 2,916 bilhões no terceiro trimestre. 

No balanço divulgado há pouco, a direção do banco ressalta a retomada da atividade comercial no período. Com a reabertura da economia, a filial do banco espanhol foi beneficiado pelo aumento da demanda por crédito, especialmente no varejo.

O documento também destaca que, além da maior demanda por empréstimos, os indicadores de qualidade das operações existentes melhoraram, com queda da inadimplência.

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