BC: Pix não tem nada a ver com 'nova CPMF' e WhatsApp Pay estreará em breve

Segundo presidente do BC, WhatsApp entrará em pagamentos no Brasil "em breve" e que a autoridade monetária mantém conversas com o Google

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília*
16 de novembro de 2020 às 13:29
WhatsApp Pay: Função de pagamentos do WhatsApp vai aparecer ao lado de opções como 'compartilhar contato'
Foto: WhatsApp/Divulgação

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, esclareceu que a criação do novo sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, não tem "nenhuma" ligação com a criação de um novo imposto sobre transações digitais, em estudo pelo governo. 

"A criação do Pix não tem nada a ver com a intenção de cobrar um imposto sobre transações. Não é o Pix que vai fazer um imposto existir ou não", afirmou durante coletiva de imprensa após o lançamento do sistema, nesta segunda-feira (16). 

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Campos Neto também afirmou que o WhatsApp, aplicativo de mensagens do Facebook, entrará em pagamentos no Brasil "em breve" e que a autoridade monetária mantém conversas com o Google nesse sentido, além de outras gigantes de tecnologia que ele não mencionou nominalmente.

Ao ser questionado se o WhatsApp iria entrar em pagamentos dentro do sistema de pagamentos instantâneo Pix ou fora dele, Campos Neto respondeu, em coletiva de imprensa, que a empresa começará com transferências de valores entre pessoas, no desenho conhecido como P2P ('peer to peer').

"WhatsApp vai entrar, vai começar fazendo P2P em breve. Eu tenho conversado bastante com o CEO do WhatsApp, inclusive ele tem me dito que o processo no Banco Central foi mais rápido do que em outros países", disse.

"Então a gente está avançando bastante com o processo, vai começar com P2P e depois vai fazer P2M (transferência entre pessoas e estabelecimentos). Nossa única preocupação é passar por todos os critérios de aprovação e que a gente tenha sistema que fomente competição, do mesmo jeito que estamos conversando com Google e com outros", completou.

Além do WhatsApp, o BC está conversando com o Google e outras big techs, pontuou Campos Neto, destacando que há vontade de estar no Brasil, que conta com mercado consumidor "bastante amplo", com "oportunidade na digitalização".

* com informações da Reuters

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