Bolsa ignora quedas no exterior e fecha acima dos 107 mil pontos; dólar recua

A moeda caiu 1,96% para o menor patamar desde 17 de setembro

Matheus Prado e Leonardo Guimarães, do CNN Brasil Business
17 de novembro de 2020 às 09:20 | Atualizado 17 de novembro de 2020 às 19:21

 

O rali das bolsas internacionais por conta dos avanços das vacinas terminou nesta terça-feira (17). Mesmo assim, o Brasil andou na contramão e teve um dia de ganhos, com a Bolsa avançando e o dólar caindo. 

Os investidores continuam animados com os avanços do desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, apesar do avanço da doença em todo o mundo. 

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O dólar à vista caiu 1,96%, a R$ 5,3335 na venda, menor patamar desde 17 de setembro (R$ 5,2319). A moeda está 7,46% abaixo da máxima de 29 de outubro (R$ 5,7635), alcançada antes, portanto, das eleições nos Estados Unidos.

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, renovando níveis pré-pandemia e se aproximando dos 108 mil pontos no melhor momento, em meio a fluxo positivo de estrangeiros e repercussão benigna da temporada de balanços do terceiro trimestre.

A Bolsa subiu 0,77%, a 107.248,63 pontos, de acordo com dados preliminares, no maior patamar de fechamento desde 4 de março, quando cravou 107.224,22 pontos. Na máxima do dia, chegou a 107.810,31 pontos.

O destaque do dia foram as ações da Vale (VALE3), que subiram 3,16%. A empresa foi favorecida com mais uma alta do minério de ferro ainda refletindo os bons números da economia chinesa. Além disso, ela também se benefíciou com o fim da expectativa pela venda das 40 milhões de ações pelo BNDES, "que pela forte alta que estamos vendo, foi muito bem absorvida pelo mercado e liberou o ativo para buscar novas máximas", explica Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

Apesar da recuperação em relação às mínimas do ano, quando se aproximou dos 60 mil pontos, o Ibovespa ainda está distante da máxima histórica intradia de quase 120 mil pontos que rondou em janeiro.

Lá fora

Os principais índices de ações dos Estados Unidos recuaram nesta terça-feira com o salto de novos casos de Covid-19, a crescente ameaça de uma nova rodada de fechamentos de negócios e dados fracos de vendas no varejo amortecendo a euforia gerada por potenciais progressos sobre vacinas.

O Dow Jones recuou 0,56%, enquanto o S&P 500 teve queda de 0,47% e o Nasdaq caiu 0,3%. 

A queda das bolsas de valores representou uma reversão do rali de segunda-feira, em que o Dow, índice de blue-chips, alcançou sua primeira máxima recorde desde antes da pandemia.

As ações europeias caíram de máximas em oito meses nesta terça-feira, já que restrições mais rígidas para controle do coronavírus em todo o continente levantaram dúvidas sobre uma rápida recuperação econômica, compensando o otimismo sobre uma vacina para a Covid-19.

O índice FTSEEurofirst 300 caiu 0,25%, a 1.502 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,24%, a 389 pontos. 

Já as bolsas asiáticas fecharam mistas nesta terça-feira (17) sem fôlego para reagir com entusiasmo à notícia de que mais uma farmacêutica, a americana Moderna, desenvolveu uma promissora vacina experimental contra a covid-19, após garantirem significativos ganhos no pregão anterior.

O índice acionário japonês Nikkei subiu 0,42% em Tóquio hoje, a 26.014,62 pontos, atingindo o maior patamar desde maio de 1991, enquanto o Hang Seng teve ligeira alta de 0,13% em Hong Kong, a 26.415,09 pontos, e o Taiex avançou 0,30% em Taiwan, a 13.593,01 pontos, mas o sul-coreano Kospi caiu 0,15% em Seul, a 2.539,15 pontos, pressionado por ações de montadoras e tecnologia.

Enquanto isso, na China continental, o dia foi de perdas. O Xangai Composto recuou 0,21%, a 3.339,90 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto se desvalorizou 0,90%, a 2.269,33 pontos. 

Na Oceania, a bolsa australiana fechou em modesta alta, à medida que ganhos de ações de energia e financeiras compensaram perdas em outras partes. O S&P/ASX 200 avançou 0,21% em Sydney, a 6.498,20 pontos. 

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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