Bolsas da Ásia fecham em alta com rali para o risco; Tóquio é destaque

A exceção foram os mercados da China, que viveram uma realização de lucros. A Bolsa de Xangai caiu aos 3.402,82 pontos (-0,34%)

Isadora Duarte e Mateus Fagundes, do Estadão Conteúdo
24 de novembro de 2020 às 07:43 | Atualizado 24 de novembro de 2020 às 08:44
Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters

As principais bolsas da Ásia e da Oceania fecharam a sessão desta terça-feira (24) em altas firmes, à medida que o rali para o risco visto na véspera em Wall Street se estendeu aos continentes. O otimismo tem como pano de fundo as notícias de vacinas contra a Covid-19 e da transição de poder nos Estados Unidos.

O grande destaque desses mercados foi o pregão em Tóquio. Fechada na segunda-feira devido a um feriado local, a Bolsa de Tóquio teve forte avanço. O Nikkei saltou 2,50%, terminando aos 26.165,59 pontos, o maior nível desde maio de 1991. Das 225 empresas do índice, somente 20 não subiram nesta terça.

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Os ganhos foram impulsionados pelo otimismo dos investidores com as esperanças crescentes das vacinas contra a Covid-19, após a notícia de que o imunizante da AstraZeneca, desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, apresentou eficácia de até 90% e tem fácil capacidade de armazenagem. A notícia veio na esteira de testes bem-sucedidos da Pfizer e da Moderna, anunciados na semana passada.

Também contribuiu para o ambiente de negócios a sinalização de uma transição mais pacífica nos Estados Unidos, após o presidente Donald Trump ter autorizado o governo a iniciar os protocolos formais de a passagem de poder para a equipe de Joe Biden.

Além disso, a expectativa de que a ex-presidente do Federal Reserve Janet Yellen assuma a secretária do Tesouro americano animou os investidores, à medida que ela advoga por mais estímulos econômicos. "Yellen será uma adição bem-vinda à administração em um momento em que a economia continua a ser adversamente afetada pela covid-19 e precisa de apoio contínuo da política monetária e fiscal", destacou, em relatório, a economista-chefe para os EUA da High Frequency Economics, Rubeela Farooqi.

Ainda na Ásia, a Bolsa de Seul fechou em 2.617,76 pontos, valorização de 0,58%.

Na Oceania, o índice S&P/ASX 200, de Sydney, foi a 6.644,10 pontos (+1,26%) e o S&P/NZX 50, de Wellington, terminou em 12.553,38 pontos (+0,41%).

A exceção foram os mercados da China, que viveram uma realização de lucros. A Bolsa de Xangai caiu aos 3.402,82 pontos (-0,34%) e a de Shenzhen recuou aos 2.401,03 pontos (-0,34%).

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