Dólar e Bolsa fecham em alta em dia morno com feriado nos Estados Unidos

Na zona do euro, os índices tinham leve viés de queda, diante da extensão do lockdown na Alemanha e uma previsão ruim para o PIB do Reino Unido

Manuela Tecchio e Leonardo Guimarães do CNN Brasil Business, em São Paulo
26 de novembro de 2020 às 09:15 | Atualizado 26 de novembro de 2020 às 18:13
Notas de dólar: moeda americana perde preço no exterior, conforme apetite por risco cresce
Foto: Chance Agrella/Freerange Stock

Depois das altas que levaram o Ibovespa de volta aos 110 mil pontos, a Bolsa teve um dia mais tranquilo após operar sem a referência de Wall Street. Hoje é feriado nos Estados Unidos. Eles comemoram o Dia de Ação de Graças por lá. 

Com isso, o Ibovespa fechou o dia em uma alta tímida de 0,09% e foi para 110.227,09 pontos. 

A leve alta acontecia apesar do recuo da Petrobras. As ações ordinárias (PETR3) caíram 1,5%, enquanto as preferenciais (PETR4) tinham queda de 1,45%. Os investidores da bolsa paulista repercutiram a divulgação do plano estratégico da empresa para os próximos cinco anos.

O dólar fechou em leve alta ante o real em dia de oscilações contidas em outros mercados de câmbio, com liquidez reduzida por causa do feriado nos Estados Unidos.

O dólar à vista subiu 0,30%, a R$ 5,3363 na venda, após variar entre R$ 5,3591 (+0,72%) e R$ 5,2967 (-0,45%). 

"Aqui, fica um dia morno, acompanhando as variações de mercado e sem grandes volumes", afirmou Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora. 

Bolsas internacionais

As ações europeias fecharam com variação discreta nesta quinta-feira, com uma extensão de restrições relacionadas ao coronavírus na Alemanha e uma previsão sombria de crescimento para o Reino Unido levando o foco de volta para o impacto econômico de curto prazo da pandemia de Covid-19.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,12%, a 1.512 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,12%, a 392 pontos, com ganhos nos setores de tecnologia e saúde compensados por quedas nas ações dos segmentos automotivo e de energia.

Uma segunda onda de infecções por coronavírus, associada ao aumento nas mortes relacionadas à Covid-19, continua a varrer a Europa, levando Alemanha, França e Reino Unido a mais uma vez impor medidas rígidas de lockdown, o que representa um forte golpe à atividade comercial, já que restaurantes, academias e lojas permanecem fechados.

"Embora ainda seja muito cedo para dizer se o otimismo do investidor está ferido, já que o mercado mais amplo ainda está em tendência de alta, há muitas manchetes negativas por aí para que os investidores esperem e pensem nos efeitos de curto prazo", disse Connor Campbell, analista financeiro da Spreadex.

Os principais índices acionários da China fecharam a quinta-feira (26) em alta, recuperando dois dias de perdas, impulsionados por ganhos nas ações financeiras e de consumo. O  CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,18%, enquanto o índice de Xangai cresceu 0,22%.

Na zona do euro, os índices rondavam a estabilidade, com leve viés de queda, diante da extensão do lockdown na Alemanha e uma previsão ruim para o crescimento da economia do Reino Unido. O FTSEEurofirst caía 0,24%, enquanto o índice pan-europeu STOXX subia 0,02%.

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