Campos Neto: BC se compromete com ESG e vai cobrar o mesmo do mercado

O presidente do BC afirmou que o governo tem se esforçado para implementar medidas que mostrem uma maior responsabilidade com o tema aos investidores

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
16 de dezembro de 2020 às 17:52 | Atualizado 16 de dezembro de 2020 às 17:53
O presidente do Banco Central Campos Neto
Roberto Campos Neto em sua posse como presidente do Banco Central: Brasil tem responsabilidade socioambiental
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com as pressões externas sobre o Brasil para um aumento e uma melhoria do compromisso socioambiental do país, conhecido também como agenda ESG, o Banco Central (BC) diz que o governo tem se esforçado para implementar medidas que mostrem uma maior responsabilidade com o tema aos investidores estrangeiros e às demais economias do mundo.

Mas o BC quer ir além. Nesse sentido, além de exigir que o mercado financeiro adotes práticas mais responsáveis, o Banco Central também vai seguir critérios mais sustentáveis.

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"Uma das dimensões na agenda de responsabilidade socioambiental do BC é a redução de impacto ambiental nos processos de meios circulantes, com a inclusão de critérios sustentáveis nas reservas internacionais", disse o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto. 

"Não só estamos exigindo que o sistema financeiro entre nessa rota, como nós também vamos adotar esses critérios", completou durante o lançamento do relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre o Brasil, nesta quarta-feira (16). Ele também destacou a criação de projetos que incentivem o crédito rural verde. 

Segundo Campos Neto, na "reta final" do processo de adesão à OCDE, o BC também trabalha para concluir, em breve, o atendimento dos pontos ainda pendentes do comitê de investimentos da organização.

"Com isso, o Brasil se tornará o primeiro país não membro da OCDE aderente aos códigos de liberalização da organização". Para ele, isso deixa claro o compromisso do Brasil com a entrada na OCDE.

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