CNI quer negociar compra de vacinas para imunizar trabalhadores da indústria

Para o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, isso só será possível com a disponibilização de vacinas no mercado

Anna Russi e Pedro Teixeira, da CNN, em Brasília
16 de dezembro de 2020 às 11:55
Fábrica de equipamentos: Confederação Nacional da Indústria defende vacinação em massa
Foto: Reuters/Divulgação

Em meio ao anúncio de um cronograma de vacinação para a população brasileira contra à Covid-19, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, informou que a instituição está disposta a apoiar as empresas na compra de vacinas por meio do Serviço Social da Indústria (SESI).

"Estamos dispostos a negociar com o Ministério da Saúde, a possibilidade, através do SESI, de comprar vacinas para apoiar indústrias na vacinação de seus trabalhadores", disse durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (16).

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Ele ponderou, no entanto, que isso só será possível com a disponibilização de vacinas no mercado. "Temos a expectativa de que a liberação da Anvisa das vacinas em teste no Brasil possa realmente levar a uma vacinação em massa", comentou. 

De acordo com Andrade, o SESI já incluiu no seus planejamento orçamentário os recursos necessários para a compra de "uma quantidade importante" de doses da vacina. "A maior preocupação que temos é com os trabalhadores mais jovens que talvez não tenham a disponibilidade de vacinas no primeiro trimestre", observou. 

Andrade reforçou que a CNI não tem nenhum posicionamento referente à obrigatoriedade ou não da vacina, mas que defende a vacinação em massa. "A vacinação em massa trará a volta do trabalho, das atividades de lazer e empresariais, com o ambiente muito mais seguro para todos. A vacinação em massa é importante para a indústria, para a sociedade, para a população e para os negócios", completou.

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