Orizon amplia fila de empresas de gestão ambiental a caminho da bolsa

Nos primeiros nove meses de 2020, a empresa teve receita líquida de R$ 289 milhões, com margem Ebitda ajustada de 36,4% e lucro líquido de R$ 17,2 milhões

Por Aluisio Alves, da Reuters
17 de dezembro de 2020 às 19:11 | Atualizado 17 de dezembro de 2020 às 19:16
Foto: Amanda Perobelli / Reuters

A companhia fluminense de tratamento de resíduos ambientais e geração de biogás Orizon pediu nesta quinta-feira, (17), um registro para realizar sua oferta inicial de ações (IPO), reforçando o movimento de empresas ligadas a gestão ambiental a buscar recursos no mercado para financiar planos de expansão.

Fundada em 2009 e com sede em Cidade Nova (RJ), a Orizon opera cinco ecoparques distribuídos por Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro, e planeja abrir outros em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Ligados a eles, a companhia tem unidades de produção de biogás, enquanto também obtém receitas com créditos de carbono, e presta serviços de engenharia ambiental.

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No prospecto preliminar da oferta, a Orizon afirma que em 12 meses até setembro processou cerca de R$ 4,6 milhões de toneladas de resíduos, equivalente a 5,7% do total produzido no país no período.

Nos primeiros nove meses de 2020, a empresa teve receita líquida de R$ 289 milhões, com margem Ebitda ajustada de 36,4% e lucro líquido de R$ 17,2 milhões.

Os veículos de investimentos Inovatec Participações E Spectra Portinari serão vendedores na oferta secundária. A Orizon afirmou que pretende usar os recursos da venda de ações novas para investimentos em expansão, aquisições, amortização de dívida e reforço do capital giro.

A operação será coordenada por Credit Suisse, BTG Pactual e XP Investimentos.

O anúncio mostra como negócios ligados ao manejo ambiental no Brasil estão aderindo à onda de empresas que decidiram se listar na B3 em busca de recursos para financiar planos de expansão, diante da taxa de juro na mínima recorde de 2% ao ano.

Além disso, essas empresas estão de olho no crescente interesse de grandes investidores internacionais por negócios ligados a temas ambientais.

Em julho, estreou na B3 os negócios com ações da Ambipar, que além do tratamento de resíduos opera também com serviços de resposta a emergências.

Na semana passada, também pediu registro para IPO a prestadora de serviços marítimos OceanPact, que tem petroleiras como clientes para prevenção e resposta a acidentes ambientais, como vazamento de óleo.

Além disso, várias outras que chegaram recentemente ou estão a caminho da bolsa paulista estão ligadas à produção de energia renovável, como Granbio, Aeris, Oleoplan e CTC.

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