Ibovespa cresce 1%, mas desvaloriza no acumulado da semana; dólar fecha em alta

Semana com apenas três dias de pregão trouxe baixo volume de negociações e leves distorções no câmbio

Matheus Prado e Manuela Tecchio, do CNN Brasil Business, em São Paulo
23 de dezembro de 2020 às 09:25 | Atualizado 23 de dezembro de 2020 às 18:29
Notas de dólar
Foto: Chance Agrella/Freerange Stock

O dólar fechou em alta firme contra o real nesta quarta-feira (23), contabilizando a maior valorização semanal em três meses.

Depois de cair a R$ 5,1295 (-0,67%) no começo do pregão, a moeda passou a ganhar força ao longo do restante do dia, até inverter o sinal e bater uma máxima de R$ 5,2223 (+1,13%) no início da tarde.

No fechamento, o dólar subiu 0,70%, a R$ 5,2002 na venda, atingindo o maior valor desde 2 de dezembro (R$ 5,2422). 

Na semana, encurtada pelo Natal, a cotação saltou 2,28% e atingiu o maior crescimento desde a semana que terminou em em 25 de setembro (quando o dólar valorizou 3,29%). 

Na B3, o índice de referência avançou nesta última sessão antes do feriado, com papéis de Petrobras apoiando o movimento, em outro dia de baixo volume.

O Ibovespa subiu 1,05%, a 117.862 pontos, de acordo com dados preliminares. No acumulado da semana, entretanto, que teve apenas três pregões, o índice recuou 0,13%. O volume financeiro da sessão somava R$ 19,69 bilhões.

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À medida que o fim do ano vai se aproximando, o volume de negócios tende a se reduzir, deixando o mercado mais suscetível a variações bruscas e fatores técnicos, lembra Fabrizio Velloni, estrategista-chefe da Frente Corretora.

Entre as principais altas, PetroRio (PRIO3) cresceu surpreendentes 10,12%, seguida das aéreas Azul (AZUL4), que subiu 6,89%, e Gol (GOLL4), com 5,24%.

Lá fora

Em Wall Street, investidores ignoraram a ameaça do presidente Donald Trump de não sancionar um pacote de estímulos e dados de pedidos de auxílio-desemprego vieram melhores do que se temia.

"Há esse conflito entre o prazo imediato, onde as condições econômicas provavelmente vão piorar, e o longo prazo, quando as coisas devem melhorar um pouco. O estímulo também ajuda a preencher essa lacuna", disse Chuck Lieberman, diretor de investimentos da Advisor Capital Management, em Nova Jersey.

O Dow Jones subiu 0,38%, aos 30.129 pontos e o S&P 500 ganhou 0,27%, aos 3.697 pontos. Na contramão, o Nasdaq, de ações de tecnologia, desvalorizou 0,33%, aos 12.677 pontos.

Já as bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira (23), num dia de recuperação após as perdas generalizadas do pregão anterior.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,76%, a 3.382,32 pontos, e o menos abrangente Shenzhen avançou 0,74%, a 2.281,24 pontos. Ações ligadas a energia renovável lideraram os ganhos, em meio a expectativas de robusta demanda futura e apoio das políticas de Pequim.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei se valorizou 0,33% em Tóquio, a 26.524,79 pontos, graças a papéis dos setores de eletrônicos e farmacêutico, enquanto o Hang Seng registrou alta de 0,86% em Hong Kong, a 26.343,10 pontos, o sul-coreano Kospi avançou 0,96% em Seul, a 2.759,82 pontos, e o Taiex subiu 0,32% em Taiwan, a 14.223,09 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom positivo da Ásia, e o S&P/ASX 200 avançou 0,66% em Sydney, a 6.643,10 pontos. 

(Com informações da Reuters e da Agência Estado)