Aluguel em São Paulo: Conheça os bairros mais caros e baratos para morar

Quem aluga um apartamento no bairro do Itaim Bibi gasta 3,5 vezes mais do que um morador da região do Artur Alvim, na Zona Leste de São Paulo

Aline Macedo, do CNN Brasil Business, em São Paulo*
18 de janeiro de 2021 às 05:00 | Atualizado 20 de janeiro de 2021 às 17:21
Centros urbanos
Imóveis em São Paulo (SP): variação entre bairros chega a 3,5 vezes
Foto: Diogo Moreira/Governo do Estado de São Paulo

Quem aluga um apartamento no bairro do Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, paga um aluguel 3,5 vezes mais caro do que os habitantes do Artur Alvim, localizado na Zona Leste de São Paulo. É a maior disparidade encontrada na capital paulista, segundo levantamento realizado pela plataforma ZAP+, especializada no setor imobiliário, para o CNN Business.

Os moradores do Itaim Bibi pagam o aluguel mais caro de São Paulo, com uma média de R$ 71,92 por metro quadrado. Ou seja, quem aluga um pequeno apartamento de 30 m² precisa gastar, por mês, cerca de R$ 2.157,60, fora os gastos com condomínios e contas básicas. 

A locação de um apartamento similar em Artur Alvim, o bairro mais barato da capital, custa por volta de R$ 600,60.

Fechando o pódio dos mais caros em São Paulo, estão Pinheiro (R$ 59,84 por m²) e Moema (R$ 58,69 por m²). Porém, logo após alguns bairros chamam a atenção: Sé (R$ 56,17 por m²) e República (R$ 52,48) aparecem na quarta e sexta posições, respectivamente.

Um dos motivos é a tentativa de revitalização do centro. Por ter mais opções de transporte público e serviços, diversos jovens começam a buscar a região para morar. Não à toa, diversas construtoras têm buscado construir prédios nesses bairros.

Na outra ponta, estão bairros mais afastados do próprio centro. Depois de Artur Alvim, aparecem Tremembé (R$ 20,69 por m²), Raposo Tavares (R$ 20,92 por m²) e Cangaíba (R$ 22,05).

Aumento de gastos

O ano de 2020 não foi fácil para quem paga aluguel de imóveis. O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que costuma balizar os reajustes das locações, subiu 23,14%, enquanto a inflação oficial ficou um pouco acima de 4,5%. 

Apesar da alta para aqueles que já têm contratos de aluguel assinados (e não conseguiram renegociar), o mesmo não foi visto nos preços de imóveis vazios, segundo Danilo Igliori, economista do DataZAP.

“Quando falamos de locação de imóveis, índices como o FipeZAP registraram queda no nível dos preços ao longo do ano, mas a partir de novembro já começamos a ver sinais de leve retomada e uma possível estabilidade”, afirma.

Segundo levantamento da empresa, a variação mais alta dos aluguéis ocorreu nos imóveis com cerca de 90 metros quadrados. Em 2020, a variação do preço foi de 5,7% – mesmo assim, bem inferior à registrada em 2019, de 10,2%.

No caso dos “apertamentos”, de até 30 m², a variação foi ainda menor: 3,7% em 2020, enquanto no ano anterior havia sido de 10,1%. Os de 60 metros quadrados tiveram alta de 2,5%, enquanto os aluguéis de apartamentos e casas de cerca de 150 m² subiram 2,8%. 

Para este ano, no entanto, a expectativa é que os preços aumentem mais.

“Do ponto de vista econômico, a expectativa é que, ao sanar a crise sanitária da Covid-19, teremos um aquecimento no mercado imobiliário de forma geral.”

* sob supervisão de André Jankavski