Aplicativo do DPVAT vai concentrar dados sobre indenizações em caso de acidente

A partir do dia 31, será possível realizar upload de documentos para abrir sinistro e acompanhar a indenização que será conta depositada em poupança social

Estela Aguiar*, do CNN Brasil Business, em São Paulo
21 de janeiro de 2021 às 10:14
Trânsito em Brasília
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Na última segunda-feira (18), a Caixa Econômica Federal passou a ser gestora do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, o DPVAT. As solicitações de indenização de acidentes que tenham ocorrido a partir do início deste ano poderão ser feitas em agências do banco. Os sinistros ocorridos até dezembro de 2020 ainda serão de responsabilidade da Segurada Líder, antiga gestora. 

De acordo com o banco, a mudança vai proporcionar eficiência e transparência na gestão dos recursos e maior rapidez na análise e pagamento do seguro a quem realmente precisa.

A Caixa informou que no dia 31 de janeiro ficará disponível o aplicativo DPVAT. Desta forma, será possível realizar o upload de documentos solicitados para abrir o sinistro e acompanhar o andamento da indenização. 

Após a aprovação do pedido, a vítima ou beneficiário poderá sacar a indenização em até 30 dias em uma conta de poupança social digital. 

Criado em 1974, o DPVAT indeniza vitimas de acidentes de trânsito, sejam motoristas, passageiros ou pedestres, brasileiros ou estrangeiros, independentemente da culpa. A indenização é paga em casos de morte, invalidez permanente total ou parcial e para o reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada por danos físicos causados por acidentes com veículos automotores de via terrestre ou por suas cargas. Estão enquadrados os acidentes de trânsito envolvendo carros, motos, caminhões, caminhonetes, ônibus e tratores (sujeitos ao licenciamento do Detran).

Neste ano, o DPVAT não será cobrado pois possui recursos suficientes em caixa para realizar as operações. A aprovação do prêmio zero ocorreu no fim do ano passado pelo o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), vinculado ao Ministério da Economia. 

 

(Com informações da Agência Brasil) 

*Com supervisão de Natália Flach