Garcia: Governo vai manter política monetária isenta de demagogia e populismo

No quadro Liberdade de Opinião, Alexandre Garcia analisa a aprovação do projeto de lei que prevê a autonomia do Banco Central

Da CNN, em São Paulo
11 de fevereiro de 2021 às 10:39 | Atualizado 11 de fevereiro de 2021 às 10:42

A Câmara dos Deputados aprovou, por 339 votos a 114, o projeto de lei que prevê a autonomia do Banco Central. O texto agora segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No quadro Liberdade de Opinião desta quinta-feira (11), o jornalista Alexandre Garcia falou sobre o projeto.

"O resultado de ontem (quarta-feira, 10) foi uma goleada. E, como lembrou o presidente [da Câmara, Arthur] Lira (PP-AL), em dois dias. Trinta anos em dois dias. Levaram trinta anos tentando. Nenhum ministro da Fazenda, nenhum presidente da República, quis abrir mão do grande poder de fazer a política monetária”, disse o jornalista.

“E agora não só abriu mão, mas considerou isso prioritário. Claro, pegaram um texto pronto do Senado e foi para a Câmara. E lá na Câmara, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) dizia que nada andava porque o governo não tinha articulação, ou seja, ele não permitia que andasse”.

“Pois agora o governo abre mão de se meter politicamente no Banco Central. O governo não vai demitir o presidente do Banco Central, porque tem que pedir licença para o Senado e não vai coincidir o mandato da direção para manter a política monetária isenta de demagogia, populismo e política governamental.”

O Liberdade de Opinião tem a participação de Sidney Rezende e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN Brasil ou seus funcionários.

Alexandre Garcia no quadro Liberdade de Opinião
Foto: CNN (11.fev.2021)

(Publicado por: André Rigue)