Redução de juros e gestão de recursos do FGTS pesaram na receita, diz Caixa

"Tivemos uma redução muito forte de receita com a gestão do FGTS, de R$ 2,2 bilhões no ano passado", disse o presidente do banco em conferência sobre resultados

Aline Bronzati e André Ítalo Rocha, da Agência Estado
18 de março de 2021 às 15:25 | Atualizado 18 de março de 2021 às 15:26
Caixa e Polícia Federal investigam golpes no saque do FGTS (24.out.2020)
Foto: Reprodução/CNN

 

O resultado da Caixa Econômica Federal no ano passado foi impactado pela redução dos juros, pela covid-19 e pela perda de receita com a que recebe para gerir os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

A explicação foi dada nesta quinta-feira pelo presidente do banco, Pedro Guimarães. "Tivemos uma redução muito forte de receita com a gestão do FGTS, de R$ 2,2 bilhões no ano passado, em termos de lucro, que foi de R$ 13,2 bilhões", disse o executivo, em teleconferência com a imprensa, para comentar os resultados de 2020.

No ano passado, a Caixa aceitou cortar o quanto cobra para gerir o FGTS em troca de manter o monopólio do serviço. A taxa foi diminuída pela metade, passando a ser de 1% em janeiro de 2020.

Maioria das agências abertas são no Norte e Nordeste

Guimarães afirmou que o banco já está em andamento a abertura de 76 agências. O plano da instituição, conforme anunciou nas tradicionais lives ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro, é desembarcar em 400 cidades neste ano.

Das unidades já em andamento, 21 serão com foco no setor de agronegócio e as demais em locais com mais de 40 mil habitantes. "Além disso, 52 estarão nas regiões Norte e Nordeste, que são regiões mais carentes. E, em especial, Pará e Maranhão, cada um recebendo 16 novas agências", anunciou Guimarães na coletiva.

Peça fundamental no pagamento do auxílio emergencial por causa da pandemia no País, a Caixa Econômica Federal expandiu sua rede de atendimento no ano passado, na contramão dos rivais privados, que seguiram encerrando unidades físicas em meio à digitalização no setor.

No período, o banco público fechou as portas apenas de uma agência, com uma rede total de 3.372 unidades. Além disso, a Caixa cortou um contingente de 6.188 funcionários, reflexo do programa de demissão voluntária (PDV) para aqueles com condições de largar o bastão.

Na quarta-feira, porém, anunciou a contratação de 7.704 pessoas para reforçar a rede de atendimento. O movimento antecede o plano de ampliar o número de agências pelo Brasil, em especial nas regiões Norte e Nordeste, para as quais a instituição deve contratar 506 profissionais.