JBS quer zerar emissões de gases causadores do efeito estufa até 2040

De acordo com a companhia, a JBS é a primeira grande empresa do setor de proteína a se comprometer com a chamada meta Net Zero

Da CNN
23 de março de 2021 às 22:00 | Atualizado 23 de março de 2021 às 22:35
JBS
Foto: Divulgação

A JBS anunciou nesta terça-feira (23), em comunicado ao mercado, que está comprometida a zerar a emissão de gases causadores do efeito estufa em suas atividades até o ano de 2040.

A iniciativa abarca todas as operações da empresa ao redor do mundo e afeta também toda a cadeia de valor da empresa, incluindo produtores agrícolas e fornecedores. De acordo com a companhia, a JBS é a primeira grande empresa do setor de proteína a se comprometer com a chamada meta Net Zero.

Entre as iniciativas listadas para chegar ao objetivo estão investimento de US$ 1 bilhão em soluções com foco em reduzir as emissões de carbono nas operações da empresa, o fim do desmatamento em sua cadeia de fornecimento global até 2035, o uso de eletricidade 100% renovável em todas as unidades da JBS no mundo, investimento em pesquisa e desenvolvimento associado a práticas agrícolas, entre outros. 

Segundo a nota, o compromisso da empresa "reflete o propósito da Companhia de suprir as necessidades alimentares e nutricionais da crescente população mundial de forma cada vez mais sustentável, buscando preservar os recursos do planeta para as gerações futuras". 

Para garantir a transparência do processo, a JBS afirmou que vai apresentar um plano detalhado para chegar à meta em 2040 e fará atualizações anuais sobre o processo de transformação. A JBS afirma que também vai divulgar os riscos financeiros aos seus negócios relacionados à mudança climática. 

Para o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, o fato da companhia ser uma das empresas de alimentos mais diversificadas do mundo dá ao grupo "a oportunidade de usar nossa escala e influência para ajudar a liderar uma transformação sustentável dos mercados agropecuários que empodere produtores, fornecedores, clientes e consumidores". "A agropecuária pode e deve ser parte da solução climática global", defendeu Tomazoni.