Petrobras demite gerente de RH por negociar ações às vésperas do balanço

Estatuto veda negociação de papéis de empresas ligadas à companhia nos 15 dias antes da divulgação de suas demonstrações financeiras

Nayara Figueiredo, da Reuters
29 de março de 2021 às 15:57 | Atualizado 29 de março de 2021 às 21:17
Refinaria da Petrobras em Paulínia (SP)
Refinaria da Petrobras em Paulínia (SP)
Foto: Paulo Whitaker/Reuters

 A Petrobras demitiu o gerente executivo de Recursos Humanos, Claudio Costa, sem justa causa. A companhia confirmou que a demissão se deu por desacordo com políticas que proíbem negociação de ações da companhia às vésperas da divulgação do balanço financeiro.

O comunicado veio após a divulgação de notícias na imprensa de que Cláudio Costa negociou ações da empresa durante o chamado "período de silêncio".

"O gerente executivo de Recursos Humanos foi desligado da companhia na data de hoje", afirmou a Petrobras, citando seu estatuto que veda negociação de papéis da empresas ligadas a ela nos 15 dias antes da divulgação de demonstrações financeiras.

Costa também deixa o cargo de conselheiro da administração da subsidiária Transpetro.

A Petrobras ainda reiterou que Pedro Brancante, chefe do gabinete da presidência, ocupará a função interinamente, até a indicação de novo executivo para o cargo.