Dólar cai e Ibovespa fecha em alta com e-commerce em destaque

Magazine Luiza, Via Varejo e B2W tiveram altas expressivas em pregão de recuperação do comércio eletrônico

Matheus Prado e Leonardo Guimarães, do CNN Brasil Business, em São Paulo*
08 de abril de 2021 às 09:21 | Atualizado 08 de abril de 2021 às 17:36
arte business mercado
Foto: CNN

O dólar à vista caiu 1,26%, a R$ 5,5744 na venda. O real ficou na dianteira dos mercados globais de câmbio enquanto o índice do dólar contra uma cesta de rivais recuava 0,35%, para mínimas em duas semanas.

Na B3, o Ibovespa avançou apoiado pelo exterior otimista. O índice acionário teve alta de 0,59%, para 118.313 pontos. 

A sessão foi de recueração dos papéis relacionados ao comércio eletrônico. Magazine Luiza (MGLU3) disparou 8,28%, Via Varejo (VVAR3) subiu 4,96% e B2W (BTOW3) teve valorização de 3,22%. 

As ações da Petrobras (PETR3, PETR4) foram pressionadas por uma fala do presidente Jair Bolsonaro, que disse na quarta-feira que o aumento no preço do gás natural "é inadimissível". 

No mercado interno, investidores seguiam aguardando uma conclusão para o imbróglio do Orçamento e digeriam o jantar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve com empresários na noite de quarta-feira (7).

O presidente manteve o discurso contra medidas de isolamento social, mas garantiu esforço na vacinação da população e disse que cumpriria o teto de gastos.

Ainda na política, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu na quarta-feira que o Orçamento de 2021 seja sancionado, mesmo que com vetos ou necessidades de posteriores correções, e afirmou ainda que acordos precisam ser cumpridos.

Globalmente, o mercado reagiu à ata do Fed, em que o banco afirmou que pretende manter estímulos monetários no patamar atual, mas também demonstrou pouca preocupação com pressões inflacionárias, o que acabou impulsionando os juros dos Treasuries de mais longo prazo.

A manutenção de liquidez, caso confirmada, pode ser boa para moedas emergentes como o real.

Lá fora

O índice S&P 500 terminou em máxima recorde nesta quinta-feira, com dados mais fracos do mercado de trabalho ditando queda aos rendimentos dos Treasuries, movimento que beneficiou ações de tecnologia e de outros setores de crescimento.

O Dow Jones subiu 0,17%, para 33.503 pontos, o S&P 500 ganhou 0,42%, para 4.097 pontos, e o Nasdaq Composite teve alta de 1,03%, para 13.829 pontos.

Os dados semanais de pedidos iniciais de seguro-desemprego mostraram uma segunda alta consecutiva – um conflito com o relatório de empregos fora do setor agrícola divulgado no fim da semana passada – e reforçaram a postura de uma política monetária estimulativa por parte do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que inclui manter as taxas de juros mais baixas por um período substancial.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira (8), após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizar ontem, em ata de política monetária, que manterá sua postura acomodatícia pelo tempo que for necessário.

O Hang Seng liderou os ganhos na região asiática hoje, com alta de 1,16% em Hong Kong, a 29.008,07 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,19% em Seul, a 3.143,26 pontos, e o Taiex subiu 0,66% em Taiwan, a 16.926,44 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto teve ligeira alta de 0,08%, a 3.482,55 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto ficou praticamente estável, com baixa marginal de 0,01%, a 2.257,95 pontos.

Já em Tóquio, o Nikkei caiu 0,07%, a 29.708,98 pontos, pressionado por ações financeiras e de aviação, após relatos de que casos de infecção por Covid-19 voltaram a aumentar em partes do Japão.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul pelo quinto pregão seguido nesta quinta. O S&P/ASX 200 avançou 1,02% em Sydney, a 6.998.80 pontos. 

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo