Apenas gastos emergenciais ligados à pandemia ficarão fora do teto, diz Guedes 

Saem da meta de resultado primário despesas de programas para combate à pandemia, como o auxílio emergencial e o BEm

Anna Russi, da CNN, em Brasília
20 de abril de 2021 às 16:03 | Atualizado 20 de abril de 2021 às 16:45
O ministro da Economia, Paulo Guedes (07.abr.2021)
O ministro da Economia, Paulo Guedes (07.abr.2021)
Foto: Reprodução/CNN

 

Após acordo do Executivo com o Legislativo para destravar a aprovação do Orçamento de 2021, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que apenas os gastos emergenciais relacionados à pandemia ficarão de fora da regra fiscal do teto de gastos. 

"[...] gastos de natureza não recorrente, esses e só esses gastos estarão fora do teto, como aconteceu no ano passado", afirmou nesta terça-feira (20), ao reforçar que os demais gastos, aqueles recorrentes, continuam sob o teto, como forma de garantir o compromisso do país com a responsabilidade fiscal. 

A fala do ministro vem após preocupação do mercado com a solução encontrada para o impasse do Orçamento, que retira da meta de resultado primário despesas de programas para combate à pandemia, como o auxílio emergencial e o BEm (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda). 

Para Guedes, o acordo aponta que "foi mantido o duplo compromisso do governo Bolsonaro com a saúde da população brasileira e com a responsabilidade fiscal". 

"São gastos que, embora fora do teto, obedecem rigorosamente à lógica e protocolo desse duplo compromisso. Se é para preservar saúde, vidas e empregos, que foi o BEM, auxílio emergencial, esses, e só esses gastos, estão no extra-teto", reforçou.