P&G supera estimativas de lucro com necessidade de higiene na pandemia

A P&G disse que começou a aumentar os preços de seus produtos de cuidados com o bebê, cuidados femininos e incontinência adulta nos Estados Unidos

Uday Sampath e Siddharth Cavale, da Reuters
20 de abril de 2021 às 12:11
P&G
Fachada de um dos escritórios da P&G no estado de São Paulo
Foto: Divulgação

A Procter & Gamble superou estimativas para lucro e vendas trimestrais de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (20), uma vez que consumidores mantiveram seus estoques de sabonetes, detergentes e outros produtos de limpeza, mesmo com o começo da vacinação contra a Covid-19.

A crise global de saúde impulsionou as vendas de produtos de higiene e limpeza da P&G, como papel higiênico Charmin e detergentes para a roupa Tide, por mais de um ano, à medida que os consumidores estocaram suprimentos essenciais e de limpeza para ficarem preparados para medidas de lockdown.

Com a demanda ainda alta, a P&G manteve seu crescimento anual de vendas de 5% a 6%. A fabricante da Gillette também aumentou suas recompras de ações planejadas para o ano fiscal de 2021 em US$ 1 bilhão, para US$ 11 bilhões.

O lançamento de vacinas e o retorno inicial de pessoas a um ritmo de vida relativamente normal levantam dúvidas sobre por quanto tempo esse nível de crescimento pode ser mantido. Além disso, os preços das commodities também estão subindo.

A P&G disse que começou a aumentar os preços de seus produtos de cuidados com o bebê, cuidados femininos e incontinência adulta nos Estados Unidos.

As vendas líquidas da P&G aumentaram 5%, para US$ 18,1 bilhões no terceiro trimestre encerrado em 31 de março, em comparação com a estimativa média dos analistas de US$ 17,90 bilhões, de acordo com dados IBES da Refinitiv.

O lucro líquido atribuível à empresa aumentou 12%, para US$ 3,27 bilhões, ou US$ 1,26 por ação, superando as estimativas de US$ 1,19 por ação.