Boletim Focus: mercado aumenta previsão do PIB para 3,14% em 2021

A previsão anterior era de um crescimento de 3,09% na economia brasileira

Anna Russi, da CNN Brasil, em Brasília
03 de maio de 2021 às 09:06
Moedas de real
Moedas de real
Foto: REUTERS/Bruno Domingos

A expectativa do mercado para o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano voltou a subir levemente. Em uma semana, a previsão passou de crescimento de 3,09% para 3,14%. Há um mês, era esperada alta de 3,17%.

Os números são do Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (3). O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos. 

Se confirmada a alta prevista para o PIB de 2021, a economia brasileira pode recuperar parte da queda de 4,1% registrada na atividade em 2020. A recessão do ano passado foi puxada pelos impactos econômicos da pandemia de Covid-19 e das medidas de isolamento social. Assim, a alta do PIB este ano também está condicionada à melhora no cenário da crise sanitária e ao avanço da vacinação.

Inflação

Em nova alta, a previsão do mercado financeiro para a inflação de 2021 já está em 5,04%. Há um mês, a projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) estava em 4,81%.

Apesar de estar dentro do limite da meta inflacionária, a expectativa já está no mesmo patamar do teto de 5,25%. 

Fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o centro da meta neste ano é de 3,75%. No entanto, a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo permite que o índice varie de 2,25% a 5,25%. 

O BC calcula em 41% a chance de a inflação furar o teto neste ano. Para perseguir o centro da meta, o BC eleva ou reduz a taxa de juros básica, a Selic. 

Com o aumento das projeções para a inflação nas últimas semanas, o mercado já vê, desde a semana passada, a Selic chegar a 5,5% ao ano até o fim de 2021. 

Na última reunião, o Copom elevou a taxa de 2% ao ano para 2,75% ao ano. Para a reunião desta semana, o mercado espera nova alta de mesma magnitude. Assim, a expectativa é de que a taxa alcance os 3,5% ao ano, como já indicado pela ata da reunião anterior e pelo próprio presidente do BC.