Itaú Unibanco tem resultado acima do esperado no 1º tri com queda em provisões

O lucro líquido recorrente do banco foi de R$ 6,398 bi, mais de 11% acima da estimativa de analistas e 63,6% acima dos resultados do ano anterior

Carolina Mandl, da Reuters
03 de maio de 2021 às 20:19
Agência do Itaú no Rio de Janeiro (RJ) 05/02/2018
Agência do Itaú no Rio de Janeiro (RJ) 05/02/2018
Foto: REUTERS/Sergio Moraes

 

O maior banco privado do Brasil, o Itaú Unibanco, divulgou nesta segunda-feira resultado acima do esperado pelo mercado, com redução de provisões para perdas com empréstimos e os ganhos de tesouraria.

O lucro líquido recorrente foi de R$ 6,398 bilhões, mais de 11% acima da estimativa de R$ 5,753 bilhões compilada pela Refinitiv e 63,6% acima dos resultados do ano anterior.

 

As provisões caíram 59,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, quando o Itaú destinou bilhões de reais para cobrir perdas potenciais decorrentes das medidas de isolamento social.

A queda nas provisões indica que o banco acredita que a segunda onda de pandemia que o Brasil atravessa não levará a uma piora na qualidade dos ativos nos próximos meses. O índice de inadimplência em 90 dias manteve-se estável em 2,3%, apesar da maior inadimplência nos empréstimos para pequenas empresas.

A margem financeira aumentou 4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2020, para 18,634 bilhões de reais, impulsionada por ganhos de tesouraria. O retorno sobre o patrimônio líquido subiu a 18,5% de 12,8% um ano atrás, e também acima do trimestre imediatamente anterior.

A carteira de credito do Itaú cresceu 4,2% no trimestre, puxada por veículos, crédito imobiliário e empréstimos a grandes empresas.

O Itaú Unibanco teve lucro líquido de R$ 5,414 bilhões no primeiro trimestre, informou o maior banco privado do país nesta segunda-feira. Em termos recorrentes, o lucro do período foi de R$ 6,398 bilhões.

O retorno anualizado recorrente sobre patrimônio líquido foi de 18,5% no período e o índice de inadimplência acima de 90 dias terminou março em 2,3%. O banco teve despesa com provisão para inadimplência de R$ 4,111 bilhões de janeiro a março, já líquido de recuperação de créditos.