Dólar cai a R$ 5,27 com mercado reagindo ao Copom; Ibovespa fecha em alta

Investidores seguem ligados CPI da Pandemia, no Senado. Hoje, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou à comissão

Matheus Prado, do CNN Brasil Business, em São Paulo*
06 de maio de 2021 às 09:16 | Atualizado 06 de maio de 2021 às 17:29
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Foto: CNN

O dólar fechou em queda de 1,61% nesta quinta-feira (6), para R$ 5,2787. É o menor valor desde janeiro em um dia que a moeda brasileira liderou com folga os ganhos no mundo em dia de visível apetite global por risco e de reação a sinais mais firmes na política monetária doméstica.

O Ibovespa fechou em alta de 0,3%, para 119.920 pontos, ajudado por uma valorização de 3,92% das ações da Vale (VALE3) conforme o preço do minério de ferro avança. 

Investidores reagiram à decisão (já esperada) do Copom que aumentou a taxa Selic em 0,75p.p., para 3,5%. O anúncio indicou ainda outro aumento da mesma grandeza para a próxima reunião, em junho.

O mercado também segue de olho em Brasília, aguardando desdobramentos da CPI da Pandemia. Hoje o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou à comissão.

Lá fora

O índice Dow Jones encerrou em uma máxima recorde nesta quinta-feira, sustentado por otimismo vindo de dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, enquanto as ações das fabricantes de vacinas caíram depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apoiou planos de quebra de patentes dos imunizantes contra a Covid-19.

O Dow Jones avançou 0,93%, aos 34.548 pontos; o S&P 500 valorizou-se 0,82%, aos 4.201 pontos; e o Nasdaq teve alta de 0,37%, aos 13.632 pontos.

Impulsionado pela Apple, o S&P 500 subiu depois de um relatório do Departamento do Trabalho mostrar que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 498 mil, ajustados sazonalmente, na semana encerrada em 1º de maio, em comparação a 590 mil na semana anterior.

As bolsas da Ásia do Pacífico fecharam sem direção única nesta quinta-feira (6) com os negócios voltando a ganhar liquidez visto que os mercados do Japão e da China reabriram após três dias de feriados.

Na China continental, o tom foi negativo hoje. O Xangai Composto recuou 0,16%, a 3.441,28 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 0,97%, a 2.276,58 pontos.

Já em outra partes da região asiática, o japonês Nikkei subiu 1,80% em Tóquio, impulsionado por ações financeiras e de siderúrgicas, enquanto o Hang Seng avançou 0,77% em Hong Kong, a 28.637,46 pontos, o sul-coreano Kospi voltou de um feriado com ganho de 1% em Seul, a 3.178,74 pontos, e o Taiex registrou alta de 0,90% em Taiwan, a 16.994,36 pontos, interrompendo uma sequência de perdas que veio em meio a um novo surto de Covid-19 na ilha.

Embora o ritmo da vacinação contra o novo coronavírus na Ásia seja lento, em relação ao dos EUA e da Europa, a recuperação da economia global alimenta otimismo sobre exportações e lucros de empresas que fazem negócios no exterior.

Em ata da reunião de política monetária de março, o Banco do Japão (BoJ) avaliou que o impacto negativo da covid-19 na economia mundial está provavelmente diminuindo.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho, pressionada em especial pelo setor de tecnologia, que sofreu tombo de 3,6%, espelhando o fraco desempenho de ontem em Nova York de "giant techs" dos EUA, como Microsoft, Amazon e Facebook. O S&P/ASX 200 caiu 0,48% em Sydney, a 7.061,70 pontos. 

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo