Para alavancar empreendedorismo negro, Feira Preta anuncia marketplace

O e-commerce conta com a participação de mais de 150 empreendedores de todo o país, o que possibilitou uma variedade de mil produtos

Aline Macedo, da CNN Brasil Business, em São Paulo*
13 de maio de 2021 às 21:01 | Atualizado 13 de maio de 2021 às 21:06
Andriana Barbosa, fundadora da Feira Preta
Andriana Barbosa, fundadora da Feira Preta
Foto: Marcus Steinmeyer / Divulgação

 

Em parceria com o Santander Brasil, a Feira Preta, o maior festival de cultura e empreendedorismo negro da América Latina, lançou nesta quinta-feira (13) seu marketplace. 

“Lançar o marketplace hoje, dia 13 de maio, data que marca 133 anos da abolição no Brasil, é trazer um novo ressignificado, é mostrar que a contribuição dos povos africanos para este país não é só as perspectivas de escravidão, é de potência e criatividade” diz Adriana Barbosa, CEO da PretaHub e fundadora da Feira Preta. 

 

A ação tem como objetivo alavancar os empreendedores negros, indígenas, LGBTQIA+ e quilombolas entre outros empreendedores de causas ativistas que tiveram negócios acelerados pela PretaHub.

O e-commerce conta com a participação de mais de 150 empreendedores de todo o país, o que possibilitou uma variedade de mil produtos, entre eles, itens de moda, cosméticos, decoração, afro-religiosas e papelaria.

Planos de 2021 

A Feira, que já movimentou cerca de R$ 1 milhão de vendas de produtos por edição, planeja inserir em seu markeplace mais pessoas indígenas e quilombolas, com objetivo de chegar a 500 empreendedores até o final do ano. 

“Comprar e vender no Marketplace Feira Preta é mais do que comercializar um produto, é acreditar no sonho de uma mulher negra de desenvolver potência da criatividade preta. É uma ferramenta que gera valor e constrói um mundo de oportunidades para um futuro preto”, explica Barbosa

Parceria com o Santander

O Santander, além financiar o projeto, contribuiu com programas de inovação, ações de letramento digital e programa de vendas online, já que a conexão que os empreendedores tinham com os consumidores era somente física.

Também fez parte da ação orientações sobre educação financeira e acesso a crédito. 

(*Sob supervisão de Ligia Tuon)