Lucro da Deere & Co sobe 169% para US$ 1,79 bi no 2º tri fiscal

A receita no período foi de US$ 12,058 bilhões, superior em 30% ao obtido em igual intervalo do ano fiscal anterior, de US$ 9,253 bilhões

Por Julliana Martins, do Estadão Conteúdo com informações da Dow Jones Newswires
21 de maio de 2021 às 13:34 | Atualizado 21 de maio de 2021 às 13:35
dólar
(17.abr.2020)
Foto: Sharon McCutcheon/Unsplash

A fabricante de máquinas agrícolas norte-americana Deere & Co. registrou lucro líquido de US$ 1,79 bilhão, ou US$ 5,68 por ação, no segundo trimestre do ano fiscal 2021, encerrado em 2 de maio. O resultado representa alta de 169% ante o registrado em igual período do ano anterior, de US$ 666 milhões, ou US$ 2,11 por ação.

A receita no período foi de US$ 12,058 bilhões, superior em 30% ao obtido em igual intervalo do ano fiscal anterior, de US$ 9,253 bilhões. Os indicadores superaram as expectativas de analistas consultados pela FactSet, que projetavam lucro de US$ 4,51 por ação e receita de US$ 10,56 bilhões.

As vendas líquidas de equipamentos da companhia somaram US$ 10,998 bilhões no segundo trimestre fiscal deste ano, alta de 34% na mesma base comparativa.

Na Divisão de Construção e Silvicultura, as vendas da empresa subiram 36% na comparação entre o segundo trimestre fiscal de 2020 e 2021, para US$ 3,079 bilhões.

Já o segmento de Equipamentos de Agricultura e Jardinagem teve alta de 30% nas vendas, enquanto o de Agricultura de Precisão cresceu 35% em receita de vendas.

O resultado trimestral da companhia dá continuidade ao movimento de alta no lucro líquido observado nos dois trimestres anteriores, com a receita tendo aumentado pelo segundo trimestre consecutivo.

Assim como outras empresas do setor, o desempenho da Deere reflete a gradual retomada da comercialização de máquinas e equipamentos agrícolas, após a cautela dos agricultores em relação a novos investimentos, em função das incertezas relacionadas à pandemia do novo coronavírus.

A Deere atribuiu o desempenho no trimestre à recuperação do setor agrícola, com preços mais altos e maiores volumes de venda, mas afirmou que espera uma elevação das pressões da cadeia de suprimentos para o resto do ano.

"Estamos trabalhando em estreita colaboração com os principais fornecedores para garantir as peças e componentes de que nossos clientes precisam para entregar a produção e infraestrutura de alimentos essenciais", disse o CEO da companhia, John C. May, em comunicado divulgado para a imprensa.

Para o acumulado do ano fiscal de 2021, a companhia elevou a previsão de lucro líquido para um intervalo de US$ 5,3 bilhões a US$ 5,7 bilhões, contra perspectiva anterior de US$ 3,6 bilhões a US$ 4 bilhões.

A empresa estima também que as vendas da indústria de equipamentos agrícolas devem aumentar de 25% a 30%, com a recuperação esperada após o pico da pandemia.