Dólar recua 1% à espera do Copom, e Ibovespa sobe puxado por varejistas

Com o avanço contínuo da expectativa do mercado para a inflação de 2021, BC pode usar política monetária para controlar o avanço de preços

Matheus Prado, do CNN Brasil Business, em São Paulo*
14 de junho de 2021 às 09:17 | Atualizado 14 de junho de 2021 às 17:32
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Foto: CNN

O dólar teve forte queda contra o real nesta segunda-feira (14), com todas as atenções do mercado voltadas às reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, que se encerram na quarta-feira.

O dólar teve queda de 0,95%, a R$ 5,0723 na venda.

Na B3, o Ibovespa subiu e fechou o pregão acima dos 130 mil pontos. O índice avançou 0,59%, para 130.207 pontos com ações de varejistas entre os destaques. 

Investidores olharão essa semana para a reunião do Copom, que deve sacramentar mais uma alta na taxa Selic. O anúncio ocorre na quarta-feira (16).

Com o avanço contínuo da expectativa do mercado para a inflação de 2021, a previsão do mercado, através do Boletim Focus, para a taxa básica de juros também sobe. Em sua décima alta, a mediana na projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou os 5,82%. Ao mesmo tempo, a estimativa para a Selic saltou de 5,75% ao ano para 6,25% a.a. 

No pregão de hoje, destaque para as ações mais sensíveis para a reabertura econômica, que subiram depois que o governo de São Paulo anunciou a vacinação de toda a população adulta do estado contra a Covid-19 ainda em setembro. 

Com esse pano de fundo, Cogna (COGN3) avançou 9,4%, B2W (BTOW3) subiu 5,1%, BR Malls (BRML3) teve valorização de 4,2% e Multiplan (MULT3) avançou 3,4%. 

O mercado também espera a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que também será anunciada na quarta.

Apesar de dados recentes mostrarem que a inflação americana permanece muito acima do normal, à medida que os EUA se recuperam com força dos choques da pandemia de Covid-19, analistas preveem que o Fed deverá manter a postura ultra-acomodatícia de sua política.

Lá fora

Os índices S&P 500 e Nasdaq encerraram em máximas recordes nesta segunda-feira, segundo dados preliminares, com a maioria dos operadores concentrados na reunião desta semana do Federal Reserve.

O Dow Jones recuou 0,25%, aos 34.393 pontos, o S&P 500 ganhou 0,18%, aos 4.255 pontos, e o Nasdaq valorizou-se 0,74%, aos 14.174 pontos.

Os investidores estão procurando por novas pistas do banco central dos EUA acerca de seu panorama inflacionário depois que dados recentes indicaram que a economia norte-americana está recuperando o ímpeto, mas não superaquecendo. Isso diminuiu as preocupações dos investidores com a inflação.

As bolsas japonesa e sul-coreana encerraram os negócios em alta, num dia de liquidez reduzida em meio a feriados que mantiveram fechados vários mercados da região da Ásia e do Pacífico, incluindo os da China, de Hong Kong, de Taiwan e da Austrália.

O índice japonês Nikkei subiu 0,74% em Tóquio hoje, a 29.161,80 pontos, impulsionado por ações de transportadoras marítimas e produtoras de borracha. Já em Seul, capital da Coreia do Sul, o Kospi teve leve avanço de 0,08%, a 3.252,13 pontos, nova máxima histórica.

 

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo