Aneel aprova reajuste médio de até 9,89% nas tarifas de elétricas

Reajustes são resultado da revisão tarifária das companhias, processo realizado pela agência reguladora para manter o equilíbrio econômico-financeiro do setor

Marlla Sabino, do Estadão Conteído
22 de junho de 2021 às 15:49
Torres de distribuição de energia
Torres de distribuição de energia
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajuste médio da Energisa Minas Gerais, da Copel Distribuição e da Energisa Nova Friburgo.

O reajuste é resultado da revisão tarifária das companhias, processo realizado pela agência reguladora para manter o equilíbrio econômico-financeiro das distribuidoras. A revisão é realizada periodicamente em intervalos de quatro anos.

 

Copel

No caso da Copel, a alta média da tarifa é de 9,89%. Para os consumidores atendidos em alta tensão, como indústrias, o efeito médio será de 9,57%. Já para os de baixa tensão, que inclui os residenciais, o impacto médio será de 10,04%. As novas tarifas entram em vigor a partir da próxima quinta-feira, 24.

A empresa é responsável pela distribuição de energia para 4,8 milhões de consumidores, considerando todos os grupos, como comerciais, rurais, residenciais e livres. 

O relator do processo, diretor Hélvio Neves Guerra, afirmou que como em outros setores, a pandemia da covid-19 impactou o setor elétrico e as distribuidoras de energia. Ele ressaltou que a aprovação de reajustes das tarifas tem sido um desafio para a Aneel, mas que a agência tem conseguido mitigar os impactos sem recursos do Tesouro.

"Estamos lidando, principalmente, com as consequências da pandemia da covid-19 no setor elétrico e na população brasileira. A busca desse equilíbrio tem sido um exercício constante da agência, que tem se empenhado para garantir a sustentação das empresas, ao passo que procuramos mitigar efeitos econômicos do aumento de tarifas considerando momento de perda de renda", afirmou.

O diretor ressaltou medidas aplicadas para aliviar os reajustes, como o uso de créditos de PIS/Cofins, cobrados de forma incorreta nos últimos anos. O impacto dessa medida foi de -6,50%. Também contribuíram para atenuar o porcentual a reversão de recursos da chamada conta-covid e o adiamento do pagamento de indenizações às transmissoras.

Energisa Minas Gerais

Para a Energisa Minas Gerais, a alta média da tarifa é de de 9,10% nas tarifas da Energisa Minas Gerais. Para os consumidores conectados à alta tensão, como as indústrias, o efeito médio será de 12,96%. Já para os consumidores de baixa tensão, como os residenciais, o aumento médio será de 8,11%. As novas tarifas entram em vigor a partir desta terça-feira, 22.

A aplicação de algumas medidas aprovadas pela Aneel neste ano, como a reversão de recursos da conta-Covid e o adiamento do pagamento de indenizações às transmissoras aliviaram o reajuste.

A princípio, segundo o diretor-geral da agência, André Pepitone, o porcentual médio seria de 13,73%.

A diretoria também aprovou novos indicadores de qualidade de fornecimento de energia elétrica.

Energisa Nova Friburgo

O reajuste médio para as tarifas da Energisa Nova Friburgo foi de 4,95%. Para os consumidores conectados à alta tensão, como as indústrias, o efeito médio será de 9,40%. Já para os consumidores de baixa tensão, como os residenciais, o aumento médio será de 3,99%.

A diretoria colegiada também aprovou novos indicadores de qualidade de fornecimento de energia elétrica.