Com China pressionando big techs, bolsas asiáticas fecham sessão em baixa

Indicação de que a potência asiática poderá relaxar sua política monetária também gerou um alerta sobre fragilidades na economia do país

Sergio Caldas, do Estadão Conteúdo
08 de julho de 2021 às 07:47
App da Didi
App da Didi
Foto: Barcroft Media /Getty Images

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira (8) em meio a uma crescente ofensiva de Pequim contra grandes empresas de tecnologia chinesas e após uma inesperada sinalização de relaxamento monetário pela China gerar dúvidas sobre o ritmo de recuperação da segunda maior economia do mundo.

O mercado em Hong Kong liderou as perdas, com queda de 2,89% do Hang Seng, a 27.153,13 pontos, menor nível neste ano. O Hang Seng vem acumulando perdas há oito pregões seguidos, principalmente no setor de tecnologia, à medida que Pequim intensificou a pressão regulatória sobre "big techs" chinesas.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 0,79%, a 3.525,50 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,48%, a 2.435,21 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei se desvalorizou 0,88% em Tóquio hoje, a 28.118,03 pontos, e o sul-coreano Kospi cedeu 0,99% em Seul, a 3.252,68 pontos. Exceção, o Taiex registrou alta marginal de 0,09% em Taiwan, a 17.866,09 pontos.

Indicação de que a China poderá relaxar sua política monetária também gerou um alerta sobre fragilidades na economia do país que podem comprometer a recuperação da economia global, após os choques da pandemia de covid-19.

Ontem, o gabinete da China disse que autoridades usarão instrumentos de política monetária, inclusive cortes de compulsórios, para sustentar a economia real, principalmente pequenas e médias empresas.

Na Oceania, a bolsa australiana conseguiu evitar o viés negativo da região asiática, e o S&P/ASX 200 avançou 0,20% em Sydney, a 7.341,40 pontos.