Ibovespa fecha em alta após mudanças na reforma do IR; dólar sobe

No radar dos investidores, ainda estavam os balanços corporativos e inflação nos Estados Unidos

Matheus Prado, do CNN Brasil Business, em São Paulo*
13 de julho de 2021 às 09:22 | Atualizado 13 de julho de 2021 às 17:22
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Foto: CNN

O Ibovespa abandonou o sinal negativo no pregão desta terça-feira (13) depois que o relator da reforma do Imposto de Renda detalhou as mudanças no texto e fechou em alta de 0,45%, para 128.167 pontos. 

Já o dólar subiu 0,17%, para R$ 5,1824. Apesar da leve alta, a divisa fechou o dia longe das máximas com a inflação dos EUA subindo acima do esperado. 

Entre as mudanças no texto da reforma do IR, está a queda da alíquota base para Pessoas Jurídicas (IRPJ) para 2,5% até 2023, sendo que no próximo ano a redução será de 15% para 5%. Outra alteração que agradou o mercado foi a retirada do imposto de 15% sobre investimento em fundos imobiliários. 

O relator manteve o imposto de 20% sobre dividendos. 

No radar dos investidores, estavam ainda os balanços corporativos e o avanço da inflação nos Estados Unidos (Pepsico, JPMorgan e Goldman Sachs).

Por aqui, o Banco Central deu início à rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em 1° de outubro de 2021. Segundo BC, o montante é de US$ 11,6 bilhões (231.050 contratos). Além disso, houve leilão de swap cambial tradicional das 11h30 às 11h40. A oferta, de até 15 mil contratos (US$ 750 milhões), inicia a rolagem dos vencimentos de outubro.

O movimento do BC ajudou a conter o avanço do dólar. 

Globalmente, investidores reagiram aos preços ao consumidor dos EUA, que subiram ao maior patamar em 13 anos em meio a restrições de oferta e a uma recuperação contínua nos custos de serviços relacionados a viagens, conforme a recuperação econômica ganhava impulso.

O índice aumentou 0,9% no mês passado, o maior ganho desde junho de 2008, após avançar 0,6% em maio, informou o Departamento do Trabalho na terça-feira. No acumulado de 12 meses até junho, o IPC apresentou alta de 5,4%.

Esse foi o maior ganho desde agosto de 2008, seguido de um aumento de 5,0% nos 12 meses até maio. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o IPC acelerou 0,9%, após alta de 0,7% em maio.

Lá fora

Os índices S&P 500 e Nasdaq fecharam em queda nesta terça-feira, após terem atingido máximas recordes durante a sessão, com investidores digerindo um salto nos preços ao consumidor nos Estados Unidos em junho e os balanços de JPMorgan e Goldman Sachs, que deram início à temporada de resultados trimestrais.

O Dow Jones recuou 0,31%, a 34.888 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,35%, a 4.369 pontos. O Nasdaq Composite cedeu 0,38%, a 14.677 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira (13) após mais um dia de recordes em Wall Street e com o desempenho bem melhor do que o esperado das exportações chinesas no último mês.

O índice acionário japonês Nikkei subiu 0,52% em Tóquio hoje, a 28.718,24 pontos, enquanto o Hang Seng avançou 1,63% em Hong Kong, a 27.963,41 pontos, o sul-coreano Kospi se valorizou 0,77% em Seul, a 3.271,38 pontos, e o Taiex registrou ganho de 0,19% em Taiwan, a 17.847,52 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto avançou 0,53%, a 3.566,52 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,27%, a 2.491,97 pontos.

A China surpreendeu com um salto anual de 32,2% nas exportações de junho, maior do que o acréscimo de 27,9% de maio e também bem acima das expectativas. As importações chinesas igualmente subiram mais do que se previa no mês passado, mas em ritmo consideravelmente menor do que em maio.

Os sólidos dados da balança comercial chinesa vêm num momento de dúvidas sobre o grau de recuperação da segunda maior economia do mundo, após os choques da pandemia de Covid-19.

Na Oceania, a bolsa australiana fechou praticamente estável, com baixa marginal de 0,02% do S&P/ASX 200, a 7.332,10 pontos, apagando ganhos de mais cedo no pregão. 

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo