EUA: pedidos de seguro-desemprego batem 30 mi e agravam crise econômica do país

Novas solicitações na última semana totalizaram 3,8 milhões de trabalhadores; 18% da mão-de-obra do país está desocupada

Mais de 18% da força de trabalho americana está desocupada
Mais de 18% da força de trabalho americana está desocupada Foto: Angela Weiss - 26.mar /AFP/Getty Images

CNN Business

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Milhões de americanos abriram novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, sob os efeitos da pandemia de coronavírus, que ainda afeta a economia dos Estados Unidos (EUA). As novas solicitações do subsídio totalizaram 3,8 milhões na última semana, que é contabilizada até sábado (25), conforme informou o ministério do trabalho dos EUA.

O novo dado eleva o número total de pedidos para 30,3 milhões nas últimas seis semanas — aproximadamente 18,6% da força de trabalho dos EUA —, o que reflete as consequências do isolamento social induzido pela pandemia, que obrigou empresas a fecharem as portas e demitirem trabalhadores.

Depois de atingir a marca de 6,9 milhões na última semana de março, as novas reivindicações caíram nas últimas quatro semanas — um sinal animador de que, pelo menos, as coisas não estão piorando.

Mas, em termos gerais, o desemprego continua sendo um problema grave para a economia americana. Essa sexta-feira (1º), aliás, marca a data de vencimendo de aluguéis, hipotecas e parcelas de milhões de americanos, que contam com o auxílio para manter ao menos as despesas básicas e essenciais em dia.

“O número, mesmo que na casa dos milhões, parece um alívio em comparação com os dados do início deste mês, mas no total é uma estatística horrível”, firmou o diretor de pesquisa econômica do Indeed Hiring Lab, Nick Bunker.

Não é possível estimar quantas pessoas perderão seus empregos nas próximas semanas. Embora empresas como varejistas, hotéis e restaurantes tenham sido as primeiras a dispensar trabalhadores no início da pandemia, economistas prevêem que agora as demissões devem chegar ao setor corporativo e administrativo, atingindo os chamados trabalhadores de colarinho branco. Enquanto isso, a crise no mercado de petróleo também deve levar à falências no setor, piorando o cenário de empregos no ramo de energia.

Uma grande questão para os analistas agora é se as reivindicações pelo auxílio vão atingir seu pico acima ou abaixo de 40 milhões durante a crise, conforme afirma o economista-chefe da RSM US, Joe Brusuelas.

Como parte de um pacote de estímulos de US$ 2 trilhões, assinado no mês passado, o Congresso americano liberou o pagamento de um auxílio adicional de US$ 600 por semana, que vai complementar os benefícios estaduais por até quatro meses. A casa também expandiu os requisitos de elegibilidade para incluir trabalhadores autônomos.

Vale lembrar, que nem todas as solicitações são atendidas pelo governo. Cerca de 18 milhões de trabalhadores precisaram entrar com a solicitação duas ou mais vezes na última semana, ainda de acordo com o ministério do trabalho americano.

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