Ações da Evergrande renovam mínima em meio à crise de dívida

Endividada, incorporadora chinesa falhou em cumprir prazo para fazer US$ 82,5 milhões em pagamentos de juros

Semáforo é visto perto da sede do Grupo China Evergrande em Shenzhen, província de Guangdong, China, 26 de setembro de 2021. REUTERS/Aly Song
Semáforo é visto perto da sede do Grupo China Evergrande em Shenzhen, província de Guangdong, China, 26 de setembro de 2021. REUTERS/Aly Song Reuters/Aly Song

Por Clare Jim, da Reuters

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As ações do China Evergrande Group atingiram uma mínima recorde nesta quarta-feira (8), depois que o fracasso no cumprimento de um prazo para pagamento de dívida deixou a incorporadora perto de se tornar a maior inadimplente do país, mesmo com esperanças de uma reestruturação administrada da dívida acalmando temores de um colapso total.

A ação desceu a HK$ 1,72 dólar, menor valor desde a estreia na bolsa, em novembro de 2009.

Até agora, qualquer colapso da Evergrande foi amplamente contido, e, com os formuladores de política econômica mais ativos e os mercados mais familiarizados com o problema, é menos provável que as consequências de seus problemas se espalhem, disseram observadores do mercado.

O fracasso da Evergrande em fazer US$ 82,5 milhões em pagamentos de juros com vencimento em 6 de novembro de alguns títulos em dólares norte-americanos geraria um default cruzado de seus cerca de US$ 19 bilhões em títulos internacionais, com possíveis ramificações na economia da China e além.

Embora o período de carência de 30 dias tenha acabado, a Evergrande não anunciou um calote formal dos pagamentos dos títulos.

A incorporadora não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

As negociações com as ações da pequena Kaisa Group Holdings, também em apuros, foram suspensas nesta quarta-feira, depois que uma fonte com conhecimento direto do assunto disse ser improvável que companhia cumprisse o prazo para pagamento de US$ 400 milhões em dívida “offshore” na terça-feira (7).

 

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