Ações da Fiat Chrysler saltam 11% em Milão após revisão de acordo com PSA

Papéis da companhia Francesa, que Peugeot e Citroën, também subia 4% nesta manhã

Nova Strada, da Fiat, que foi lançada em junho
Nova Strada, da Fiat, que foi lançada em junho Foto: Divulgação/FCA

Reuters

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As ações da Fiat Chrysler (FCA) disparavam em Milão nesta terça-feira (15), depois que a montadora e sua parceira francesa PSA, que controla Peugeot e Citroën, revisaram os termos de seu acordo de fusão, com os acionistas da FCA recebendo um pagamento em dinheiro menor, mas uma participação em outro negócio.

A FCA e a PSA, que no ano passado concordaram em uma fusão para criar a Stellantis, a quarta maior montadora de automóveis do mundo, disseram na noite de segunda-feira que alteraram o acordo para economizar dinheiro e enfrentar melhor o desafio da pandemia de Covid-19 no setor automotivo.

As ações listadas em Milão na Fiat Chrysler subiam mais de 11% nesta manhã, enquanto as da PSA avançavam cerca de 4%.

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De acordo com os termos revisados, a FCA cortará de 5,5 bilhões de euros para 2,9 bilhões de euros a parcela em dinheiro de um dividendo especial que seus acionistas deverão receber na conclusão da fusão.

No entanto, a PSA, por sua vez, vai adiar o spin-off planejado de sua participação de 46% na fabricante de peças de automóveis Faurecia até depois que o negócio seja finalizado. Isso significa que todos os acionistas da Stellantis – e não apenas os atuais investidores da PSA – receberão ações de uma empresa com valor de mercado de 5,8 bilhões de euros.

Com base na estrutura de propriedade 50-50 da Stellantis, os acionistas da FCA e PSA receberão terão cada um uma participação de 23% na Faurecia.

Analistas aprovaram os 2,6 bilhões de euros em liquidez adicional para o balanço da Stellantis, bem como o aumento nas sinergias projetadas para mais de 5 bilhões de euros, ante 3,7 bilhões anteriormente.

“Em geral, as duas empresas saem como vencedores”, disse a corretora ODDO BHF em nota.

“Das duas, a FCA está um pouco melhor no curto prazo, dada a estrutura do negócio e os inúmeros pagamentos aos acionistas nos próximos trimestres (potencialmente perto de 5 bilhões de euros contra a capitalização atual de cerca de 16 bilhões de euros).”

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