Agricultores indianos protestam em todo país contra reformas

Pequenos agricultores dizem que nova legislação os deixa vulneráveis à competição com grandes empresas

Protestos contra o primeiro-ministro Narendra Modi são os mais longos até o momento
Protestos contra o primeiro-ministro Narendra Modi são os mais longos até o momento REUTERS/Anushree Fadnavi

Mayank Bhardwajda Reuters

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Os agricultores indianos que se opõem a reformas que dizem ameaçar seus meios de vida renovaram sua pressão contra as mudanças com protestos em todo o país nesta segunda-feira (27), um ano depois que as leis sobre liberalização do setor foram introduzidas.

Por 10 meses, dezenas de milhares de agricultores acamparam nas principais rodovias ao redor da capital, Nova Délhi, para manifestar oposição às leis nos mais longos protestos de produtores contra o governo do primeiro-ministro Narendra Modi.

“Milhares de agricultores se espalharam por diferentes distritos para garantir uma greve nacional completa com o objetivo de lembrar o governo de revogar as leis introduzidas para favorecer grandes corporações privadas”, disse Rakesh Tikait, um importante líder dos agricultores, à Reuters.

Em Noida, uma cidade satélite de Nova Délhi, os agricultores enfrentaram a polícia e romperam barricadas. Não houve relatos imediatos de feridos ou prisões.

Em Gurgaon – outra cidade satélite perto do aeroporto principal da capital – os agricultores se aglomeraram em uma estrada e bloquearam o tráfego, enquanto os manifestantes invadiram uma estação ferroviária no norte de Nova Délhi, disse uma testemunha da Reuters.

Quase uma dúzia de partidos de oposição apoiou o protesto para aumentar a pressão sobre o governo de Modi para revogar as leis.

A legislação, introduzida em setembro do ano passado, desregula o setor agrícola e permite que os agricultores vendam os produtos a compradores fora dos mercados atacadistas regulamentados pelo governo, onde os produtores têm garantia de um preço mínimo.

Os pequenos agricultores afirmam que as mudanças os tornam vulneráveis ​​à competição das grandes empresas, e que podem eventualmente perder o apoio aos preços de produtos básicos como trigo e arroz.

O governo diz que as reformas significam novas oportunidades e melhores preços para os agricultores.

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