“Alguns cortes nos preocupam”, diz relator do Orçamento após vetos de Bolsonaro

À CNN, deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) afirma que os cortes mais impactantes ocorreram na área da educação e no INSS

Produzido por Juliana Alvesda CNN

em São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a Lei Orçamentária Anual de 2022, informou a Secretaria-Geral da Presidência da República. A sanção do texto, com vetos, foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (24).

O texto prevê um valor total das despesas em R$ 4.730.024.789.081,00, dos quais R$ 1.884.865.486.134,00 é referente à dívida pública. Incluindo o orçamento de investimento, o total é R$ 4.826.536.184.933,00 “e fixa a despesa em igual valor”.

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (24), o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), relator do Orçamento, disse que alguns cortes “são preocupantes” e vai levar o texto para análise da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

“Os cortes propostos atingem as emendas de Comissão, que denominamos RP8, e as RP2, que são emendas do próprio Executivo. Ele [Bolsonaro] fez cortes nessas despesas, que nos preocupam”, afirmou.

“Os [cortes do orçamento] que mais chamam atenção são na área de educação, que para nós não tem justificativa, e na área do trabalho, especialmente do INSS”, acrescentou.

Segundo Leal, foi decidido que seria necessário ampliar os recursos para o INSS por causa do volume que ele terá em 2022.

“Nós tivemos em 2020 e em 2021 muita retração na ampliação dos benefícios, na questão da aposentadoria… e nós propusemos uma ampliação porque vimos a necessidade de o INSS atender uma parcela maior da população, ou seja, destravar os benefícios que estão ali em avaliação”, declarou.

“Surpreende-me como relator, mas também como parlamentar, um corte significativo de quase R$ 1 bilhão de um incremento necessário para que o INSS volte a funcionar em sua integralidade, para atender as demandas da população, principalmente daqueles que mais precisam”, completou.

Por fim, o relator afirmou que levará as questões orçamentárias para ser discutidas na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e com as lideranças do Congresso Nacional, para decidir se os vetos serão mantidos ou derrubados.

 

 

 

 

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