Alibaba vai fechar aplicativo de música Xiami no mês que vem

O Xiami foi fundado em 2006 e comprado pelo Alibaba em 2013, quando a empresa buscava aumentar suas ofertas de música

Fachada do prédio do Alibaba: <span style="color: rgba(0, 0, 0, 0.85); font-size: 16px;">empresa anunciou que o Xiami Music terminará em 5 de fevereiro</span>
Fachada do prédio do Alibaba: <span style="color: rgba(0, 0, 0, 0.85); font-size: 16px;">empresa anunciou que o Xiami Music terminará em 5 de fevereiro</span> empresa anunciou que o Xiami Music terminará em 5 de fevereiro

Laura He, do CNN Business, em Hong Kong

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Alibaba (BABA) vai fechar seu aplicativo de streaming de música no próximo mês, marcando o fim das grandes ambições musicais da empresa chinesa de tecnologia.

A empresa anunciou nesta terça-feira (5) que o Xiami Music terminará em 5 de fevereiro “por causa de ajustes no desenvolvimento de negócios”. A notícia chega quando a empresa cofundada por Jack Ma enfrenta a pressão de reguladores em várias frentes.

O Xiami foi fundado em 2006 e comprado pelo Alibaba em 2013, quando a empresa buscava aumentar suas ofertas de música. A empresa ofereceu o Xiami e outro aplicativo, Ali Planet, como aplicativos de streaming em sua divisão de música, o Ali Music. O Ali Planet, por sinal, foi fechado no final de 2016.

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Em seguida, o Alibaba enfrentou problemas regulatórios. Em julho de 2015, o governo chinês começou a reprimir a violação de direitos autorais de músicas – uma campanha que acabou com a Ali Music e muitos outros serviços.

Os serviços de streaming de música na China removeram mais de dois milhões de músicas não autorizadas de seus sites e aplicativos durante um período de três semanas, de acordo com a Administração Nacional de Direitos Autorais, o principal regulador de direitos autorais da China. O Ali Music sozinho removeu cerca de 26 mil músicas de seus aplicativos, de acordo com um relatório do jornal estatal “People’s Daily”.

A concorrência também é feroz. Em 2016, a gigante chinesa de jogos e entretenimento Tencent (TCEHY) estabeleceu a sua própria divisão de entretenimento musical que dominou o mercado com as populares plataformas de streaming Kugou Music, QQ Music e Kuwo Music. 

As três plataformas somam 430 milhões de usuários ativos por mês, de acordo com dados compilados pela MobTech, uma empresa de pesquisa chinesa. Em comparação, o Xiami Music tem menos de 7 milhões de usuários ativos por mês.

A Xiami Music e a agora extinta Ali Plant não foram as únicas incursões do Alibaba no setor. Em 2019, o Alibaba adquiriu uma participação minoritária na NetEase Cloud Music por US$ 700 milhões.

Mas, embora o NetEase Cloud Music tenha 99 milhões de usuários, de acordo com a MobTech, isso ainda está atrás de qualquer um dos serviços da Tencent.

O Alibaba agora enfrenta uma investigação antitruste chinesa, enquanto sua afiliada financeira, o Ant Group, foi obrigada pelos reguladores a revisar partes importantes de suas operações. Enquanto isso, Jack Ma desapareceu da vista do público.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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