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    Alimentação e transporte têm maiores altas de preços nas capitais, aponta FGV

    Inflação generalizada afetou diretamente os alimentos, com destaque para inflação de bens in natura e processados, diz economista responsável por pesquisa

    Alimentos in natura puxaram preços na primeira semana de abril
    Alimentos in natura puxaram preços na primeira semana de abril Alexander Schimmeck/ Unsplash

    Elis Barretoda CNN

    no Rio de Janeiro

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    Os serviços de transportes, alimentação e habitação tiveram a maior alta de preços na primeira semana de abril (de 1° a 7 do mês). Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que subiu 1,62% e acumula alta de 11,21% em 12 meses, e foram divulgados nesta segunda (11).

    A pesquisa ocorre em sete capitais —Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e Brasília—, sendo que em todas o índice acelerou. Em cinco delas, a categoria de transportes teve o aumento mais representativo.

    Segundo o indicador da FGV até a última semana de março o preço dos transportes na cidade estava em 3,09%. Já na primeira semana de abril esse valor foi 4,45% —aumento 1,36 ponto percentual.

    No grupo alimentação, cinco capitais apresentaram alta no consumo que inclui refeição dentro e fora de casa. Segundo o economista André Braz, responsável pelo índice da FGV, a inflação generalizada afetou diretamente os alimentos, com destaque para inflação de bens in natura e processados.

    “Os bens in natura estão sofrendo um choque de oferta sazonal do verão, onde normalmente a demanda fica maior. Já os alimentos processados sofrem o efeito da guerra, por conta da alta nos preços dos derivados das commodities, como trigo e milho. Por conta dessa variação, é possível observar o aumento de produtos como pão, farinha de trigo, e até do frango, por conta do preço do milho.”, explica Braz.

    Um levantamento da CNN Brasil, com base na inflação acumulada dos últimos doze meses, constatou que os alimentos que mais subiram foram a cenoura (alta de 166,17%), o tomate (94,55%) e o pimentão (80,44%). Outros itens que também ganham destaque são: a batata-inglesa (27,15%), a couve (24,96%) e a cebola (13,84%).

    Segundo Braz, o aumento nos transportes se deve ao preço alto da gasolina e diesel, com um foco no transporte particular de passageiros. Como os combustíveis são considerados preços administrados —aqueles em que os reajustes são definidos por contratos ou pelo setor público, e nacionais— eles acabam afetando o país de uma forma homogênea.

    O Rio de Janeiro foi a única capital que registou a maior variação nos preços com habitação. Segundo Braz, o resultado vem do aumento de 14,68% da energia elétrica, definida em meados de março. O economista diz que ainda na próxima semana será possível observar esse impacto na conta de luz.

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